Mais Um Dia
Jamais vou deixar, essa correnteza,
me jogar contra essas rochas tão famintas .
E se me arranhar, e meu sangue manchar o mar,
mas eu sei que além de tudo eu vou voltar.
E me humilhar, mais uma vez,
só pra ouvir tua voz me dizendo que
Em seu castelo eu nunca serei rei.
Me deixa então, ao menos ter a ilusão
de que minhas asas ainda me deixam voar.
E rumo ao entardecer sem saber se você
vai me ensinar o caminho pra voltar.
E que o sol ainda brilha no fim do verão,
e que no outono as folhas caem em vão.
Mesmo sem saber o motivo que
me levou sem querer pra perto de você.
Mais um dia então, longe de você,
mas tão perto dessa escuridão
que parece roubar o brilho no olhar,
à segar-me na hora que mais tento enxergar.
Otro Día Más
Nunca dejaré que esta corriente,
me arroje contra esas rocas tan hambrientas.
Y si me rasguño, y mi sangre mancha el mar,
pero sé que a pesar de todo, volveré.
Y humillarme una vez más,
solo para escuchar tu voz diciéndome que
En tu castillo nunca seré rey.
Déjame entonces, al menos tener la ilusión
de que mis alas aún me permiten volar.
Y hacia el atardecer sin saber si tú
me enseñarás el camino de regreso.
Y que el sol aún brilla al final del verano,
y que en otoño las hojas caen en vano.
Aun sin saber la razón que
me llevó sin querer cerca de ti.
Otro día más, lejos de ti,
pero tan cerca de esta oscuridad
que parece robar el brillo en la mirada,
cegándome en el momento en que más intento ver.