Brasileira
Meu suor congela
quando sinto frio.
Minha farda é amarela,
minha alma é de donzela,
meu cenário é o Brasil.
Meu querer desperta
quando quero mais.
Deixa a porta aberta,
a visita é certa,
assim vivo em paz.
Meus cabelos longos
não te deixam ver
o contorno dos meus ombros,
onde mandarins e pombos
pousam sem querer.
Minha voz ecoa
em qualquer lugar.
Garras de leoa
se a presa for boa,
se não deixe estar.
Meu corpo balança,
gira sem parar.
Num passo de dança
até onde se alcança
começo a voar.
Meus cabelos longos
não te deixam ver
o contorno dos meus ombros,
onde mandarins e pombos
pousam sem querer.
Brasileña
Mi sudor se congela
cuando siento frío.
Mi uniforme es amarillo,
mi alma es de doncella,
mi escenario es Brasil.
Mi deseo despierta
cuando quiero más.
Deja la puerta abierta,
la visita es segura,
así vivo en paz.
Mi cabello largo
no te deja ver
el contorno de mis hombros,
donde tordos y palomas
aterrizan sin querer.
Mi voz resuena
en cualquier lugar.
Garras de leona
si la presa es buena,
si no, déjalo estar.
Mi cuerpo se balancea,
gira sin parar.
En un paso de baile
hasta donde se alcanza
comienzo a volar.
Mi cabello largo
no te deja ver
el contorno de mis hombros,
donde tordos y palomas
aterrizan sin querer.
Escrita por: M. Degani / T. Bandeira