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Tu gatito

Lourenço e Lourival

Seu gatinho

Marcha

Eu queria ser o seu empregado
Ficar do seu lado quando chegasse
Se fosse assim seria uma boa
Se eu fosse a pessoa que você xingasse
Eu queria ser o seu faxineiro,
Lavar seu banheiro, ir no Ceasa
Fazer suas compras, ser seu inquilino
Se você deixasse eu morar num quartinho
Bem pequininho no fundo da casa

Embora esteja dormindo com outro
Eu sou seu garoto que dorme no chão
E pra acabar a minha cegueira
Me deixa na beira em nosso colchão
Essa louca paixão me faz delirar
Capaz de matar a saudade é medonha
Eu sou o seu gatinho, calado nem mia
Se eu fizer barulho jogue água fria
Pra ver se um dia eu crio vergonha.

Sou seu gatinho calado nem mia
Seu fizer barulho me jogue água fria

Eu te amo tanto e não te esqueço
Não sei se mereço sofrer tanto assim
Sei que acabou o nosso casamento
E por uns momento não foi tão ruim
Se foi pra você também pra mim,
Não posso viver de frente esse drama
Me xinga, me bate, deixa machucado
Mas deixa ao menos dormir a seu lado
Bem encolhido num canto da cama.

Tu gatito

Marcha

Quería ser tu empleado
Estar a tu lado cuando llegaras
Si fuera así, sería bueno
Si yo fuera la persona a la que insultaras
Quería ser tu limpiador,
Lavar tu baño, ir al mercado
Hacer tus compras, ser tu inquilino
Si me dejaras vivir en un cuartito
Muy pequeñito en el fondo de la casa

Aunque estés durmiendo con otro
Soy tu chico que duerme en el suelo
Y para acabar con mi ceguera
Déjame al borde en nuestro colchón
Esta loca pasión me hace delirar
Capaz de matar, la añoranza es terrible
Soy tu gatito, callado no maúlla
Si hago ruido, échame agua fría
Para ver si algún día me da vergüenza

Soy tu gatito, callado no maúlla
Si hago ruido, échame agua fría

Te amo tanto y no te olvido
No sé si merezco sufrir tanto así
Sé que nuestro matrimonio terminó
Y por un momento no fue tan malo
Si fue malo para ti, también lo fue para mí
No puedo vivir de frente a este drama
Insúltame, golpéame, déjame herido
Pero al menos déjame dormir a tu lado
Bien acurrucado en un rincón de la cama.

Escrita por: Antonio Carlos De Carvalho / Fernando Boêmio