A Fazendinha
Eu fiquei profundamente aborrecido
Ao visitar a fazendinha onde eu nasci
Chorei ao ver o progresso caprichoso,
Toda ternura do meu berço eu perdi
A figueira lá na curva da estrada
Em sua sombra muitas vezes descansei
Em seu lugar hoje é uma estrada asfaltada
E do riacho nem vestígios encontrei.
Meu Deus do céu pra onde vamos nós
O que será de nossos filhos no futuro
Se continua esta devassa impiedosa
Na realidade nosso ar não vai ser puro.
A varanda onde eu guardava o velho carro
Virou piscina, um lago artificial -
A fazendinha que era toda minha vida
Hoje faz parte de uma multinacional.
Aquela grupo de empresários gananciosos
Não preservaram nem sequer o estradão
A faixa negra de asfalto na estrada
Deixou de luto meu cantinho de sertão.
La Granjita
Me sentí profundamente molesto
Al visitar la granjita donde nací
Lloré al ver el progreso caprichoso,
Toda la ternura de mi cuna perdí
La higuera en la curva del camino
Donde tantas veces descansé a su sombra
En su lugar ahora hay una carretera asfaltada
Y del arroyo ni rastro encontré.
Dios mío, ¿a dónde vamos?
¿Qué será de nuestros hijos en el futuro?
Si continúa esta devastación despiadada
En realidad, nuestro aire no será puro.
El porche donde guardaba el viejo carro
Se convirtió en piscina, un lago artificial -
La granjita que era toda mi vida
Hoy forma parte de una multinacional.
Ese grupo de empresarios codiciosos
No preservaron ni siquiera el camino
La franja negra de asfalto en la carretera
Dejó de luto mi rinconcito de sertón.
Escrita por: Oswaldo Galhiardi / Sandro Lucio / Sebastião De Assis