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El Caminante

Lourenço e Lourival

O Andarilho

Eu deixei minha terra quando era menino
Como um vagabundo saí pelo mundo sem ter um destino
Já fui triste alegre, já sorri já chorei
Tive inferno e glória, derrota e vitória tudo isso eu passei

Aquela que me criou abraçou-me chorando
E disse se for pra seu bem, caminho meu filho
Falou-me que difícil vier pelo mundo
Pois ela disse a verdade
Sofro amargura e saudade, meu nome é andarilho

Será que ainda existe meu cachorro amestrado
Seus uivados, seus gritos sumiram no infinito, parti calado
Dois bracinhos franzinos da minha irmãzinha
Ela me acenava e eu distanciava naquela estradinha

O meu coração sem amor não quis compreender
Que o desgosto que causei foi grande demais
Hoje choro a lembrança que o tempo levou
Meu cachorro e a estradinha
Minha mãe, minha irmãzinha não vejo nunca mais

El Caminante

Dejé mi tierra cuando era niño
Como un vagabundo recorrí el mundo sin rumbo
He sido triste, alegre, he sonreído y llorado
He tenido infierno y gloria, derrota y victoria, todo eso he pasado

Aquella que me crió me abrazó llorando
Y me dijo que si era para mi bien, siguiera mi camino, hijo
Me advirtió lo difícil que es el mundo
Y tenía razón
Sufro amargura y añoranza, mi nombre es el caminante

¿Todavía existe mi perro amaestrado?
Sus aullidos, sus ladridos se perdieron en el infinito, me fui en silencio
Los dos bracitos delgados de mi hermanita
Ella me saludaba mientras yo me alejaba por ese caminito

Mi corazón sin amor no quiso entender
Que el dolor que causé fue demasiado grande
Hoy lloro la memoria que el tiempo se llevó
Mi perro y el caminito
Mi madre, mi hermanita ya no los veo más

Escrita por: Telmo De Maia