O Andarilho
Eu deixei minha terra quando era menino
Como um vagabundo saí pelo mundo sem ter um destino
Já fui triste alegre, já sorri já chorei
Tive inferno e glória, derrota e vitória tudo isso eu passei
Aquela que me criou-me, abraçou chorando
E disse se for pra seu bem, caminha meu filho
Falou-me que difícil vier pelo mundo
Pois ela disse a verdade
Sofro amargura e saudade, meu nome é andarilho
Será que ainda existe meu cachorro amestrado
Seus uivados, seus gritos sumiram no infinito, eu parti calado
Dois bracinhos franzinos da minha irmãzinha
Ela me acenava, eu me distanciava naquela estradinha
O meu coração sem amor não quis compreender
Que o desgosto que causei foi grande demais
Hoje choro a lembrança que o tempo levou
Meu cachorro e a estradinha
Minha mãe, minha irmãzinha, eu não vejo nunca mais
El Andariego
Dejé mi tierra cuando era un niño
Como un vagabundo salí por el mundo sin rumbo fijo
Ya fui triste y alegre, ya reí y lloré
Tuve infierno y gloria, derrota y victoria, todo eso viví
Aquella que me crió, me abrazó llorando
Y dijo que si era por mi bien, sigue adelante, hijo
Me habló de lo difícil que es andar por el mundo
Porque ella decía la verdad
Sufro amargura y nostalgia, mi nombre es andariego
¿Será que aún existe mi perrito adiestrado?
Sus aullidos, sus gritos se perdieron en el infinito, me fui en silencio
Los dos bracitos delgados de mi hermanita
Ella me saludaba, yo me alejaba por aquel senderito
Mi corazón sin amor no quiso entender
Que el dolor que causé fue demasiado grande
Hoy lloro por el recuerdo que el tiempo se llevó
Mi perrito y el senderito
Mi madre, mi hermanita, nunca más las veré
Escrita por: Telmo de Maia