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Confesión del acusado

Lourenço e Lourival

Réu Confesso

Saí do presidio tarde noite contemplando a natureza
Tentando arrancar do peito toda mágoa e tristeza
Vinte anos na prisão eu passei sem ter defesa
Pelo crime cometido contra a vida da tereza.

Já paguei na lei dos homens minha sentença assassina
Na escola do destino só o mundo nos ensina
Hoje estou em liberdade mas a vida não atina
Livre vivo condenado pela justiça divina.

Vou contar o acontecido agora já sem valor
Porque fui pego em flagrante pelo juiz seo doutor
Confesso logo meu crime por que fui o matador
Da caboclinha tereza a minha vida, meu amor.

Vi que o crime não compensa, jamais terei o perdão
Por que a justiça do céu não dá absolvição
Pra quem fere os mandamentos matando o seu irmão
Porque a vida é sublime, está acima da razão.

Perdi toda a mocidade hoje sou um ancião
Minha rugas de cansaço é que restou da prisão
Peço a Deus que me console do fundo do coração
Meu crime foi desatino por amor e por paixão.

Confesión del acusado

Salí de la cárcel tarde en la noche contemplando la naturaleza
Intentando sacar de mi pecho toda la amargura y tristeza
Veinte años en prisión pasé sin tener defensa
Por el crimen cometido contra la vida de Teresa.

Ya pagué en la ley de los hombres mi sentencia asesina
En la escuela del destino solo el mundo nos enseña
Hoy estoy en libertad pero la vida no se aclara
Libre vivo condenado por la justicia divina.

Voy a contar lo sucedido ahora ya sin valor
Porque fui atrapado en flagrancia por el juez señor doctor
Confieso de inmediato mi crimen porque fui el asesino
De la campesina Teresa, mi vida, mi amor.

Vi que el crimen no compensa, nunca tendré el perdón
Porque la justicia del cielo no da absolución
Para quien viola los mandamientos matando a su hermano
Porque la vida es sublime, está por encima de la razón.

Perdí toda la juventud, hoy soy un anciano
Mis arrugas de cansancio es lo que quedó de la prisión
Le pido a Dios que me consuele desde el fondo del corazón
Mi crimen fue un desatino por amor y pasión.

Escrita por: João Miranda / Praense