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El Diploma y el Sombrero

Lourenço e Lourival

O Diploma e o Chapéu

Passando na mesma estrada
Por onde meu pai passou
Encontrei um velho amigo
Que de lá nunca mudou
Eu disse quem era eu

Na hora ele se lembrou
Fui amigo do seu velho
Chorando ele me falou
Você desapareceu
Nem quando seu pai morreu
Aqui você não voltou

Aquela prosa sincera
Por dentro me retalhou
Minhas pernas bambearam
Minha visão embaçou
A sua mão calejada
Meus cabelos acariciou

Me senti bem pequenino
A verdade me calou
Foi me dizendo contente
Eu vou te dar um presente
Que seu velho pai deixou

O seu pai foi um soldado
Que lutou até morrer
Que no fio do seu machado
Fez muito tronco gemer
Só ganhou o suficiente
Pra vestir e pra comer

Falava sempre do filho
Que nunca veio lhe ver
E esse chapéu de couro
Foi dele o maior tesouro
Que ele deixou pra você

Beijando o chapéu de couro
A minha mente dizia
Papai me dê seu perdão
Pela minha covardia
O diploma me deu tudo
Só não deu sabedoria

Não enxerguei a verdade
Quando o senhor me via
Este exemplo profundo
O maior homem do mundo
Foi meu pai, eu não sabia

Deus ali foi meu juiz
E eu no banco do réu
Pensando no velho pai
Levei a mente pro céu
Meu diploma na verdade
Não chega nem na metade
Da aba do seu chapéu

El Diploma y el Sombrero

Pasando por el mismo camino
Por donde mi padre pasó
Encontré a un viejo amigo
Que nunca cambió desde entonces
Le dije quién era yo

En ese momento él recordó
Fui amigo de tu viejo
Llorando me dijo
Tú desapareciste
Ni siquiera cuando tu padre murió
Regresaste aquí

Esa charla sincera
Me cortó por dentro
Mis piernas temblaron
Mi visión se nubló
Tu mano callosa
Acarició mis cabellos

Me sentí muy pequeño
La verdad me silenció
Contento me dijo
Te daré un regalo
Que tu viejo padre dejó

Tu padre fue un soldado
Que luchó hasta morir
Que hizo gemir muchos troncos
Con el filo de su hacha
Solo ganó lo suficiente
Para vestir y comer

Siempre hablaba de su hijo
Que nunca vino a verlo
Y este sombrero de cuero
Fue su mayor tesoro
Que él dejó para ti

Beso el sombrero de cuero
Mi mente decía
Papá, perdóname
Por mi cobardía
El diploma me dio todo
Excepto sabiduría

No vi la verdad
Cuando usted me veía
Este profundo ejemplo
El mejor hombre del mundo
Fue mi padre, no lo sabía

Dios fue mi juez allí
Y yo en el banquillo de los acusados
Pensando en mi viejo padre
Llevé mi mente al cielo
Mi diploma en realidad
No llega ni a la mitad
Del ala de su sombrero

Escrita por: José Caetano Erba / Tião Do Carro