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Guerrera de Lanza

Luana Flores

Guerreira de Lança

Eu sou mulher
Paraibana sapatão
Criada na cidade com a cultura do sertão
Desde menina pelejando ser pra existir
Raízes firmes e fortes que não me deixam cair
Mulher guerreira, rendeira
Peleja, bruxa, benzedeira filha de Ester
Maria Otilia Silva sertaneja é o feminino cangaço
Moendo milho pra comer é a minha história
Que não pode se perder
Eu não vou mais recuar
Qualquer um é o meu lugar

É mulher forte e de valor
E tanto faz a sua cor mulher coragem
Não arreda bate o pé e só caleja
Mainha de catolé e vó do sítio do imburana
E já vem nascendo luana flores de mandacaru

Como guerreira de lança com a capa de aço
Chegou o cangaço pra ocupar
Chegou o cangaço pra ocupar
Eu não vou mais recuar
Qualquer um é o meu lugar

A violência transborda o sangue que é da gente
Nem sempre a mulher acorda pra fazer diferente
Mas é preciso viver no todo pra saber
Que a luta não é em vão sempre existe saída
A cada mulher caída outras dez levantarão

Guerrera de Lanza

Soy mujer
Paraibana lesbiana
Criada en la ciudad con la cultura del sertón
Desde niña luchando por existir
Raíces firmes y fuertes que no me dejan caer
Mujer guerrera, tejedora
Lucha, bruja, curandera hija de Ester
Maria Otilia Silva sertaneja es el femenino cangaço
Moliendo maíz para comer es mi historia
Que no puede perderse
Ya no retrocederé más
Cualquier lugar es el mío

Es mujer fuerte y valiosa
Y no importa su color mujer valiente
No se echa para atrás, planta los pies y se callosa
Madre de catolé y abuela del sitio del imburana
Y ya está naciendo Luana, flores de mandacaru

Como guerrera de lanza con la capa de acero
Llegó el cangaço para ocupar
Llegó el cangaço para ocupar
Ya no retrocederé más
Cualquier lugar es el mío

La violencia desborda la sangre que es de la gente
No siempre la mujer se despierta para hacer algo diferente
Pero es necesario vivir en conjunto para saber
Que la lucha no es en vano, siempre hay una salida
Por cada mujer caída, otras diez se levantarán

Escrita por: luana flores