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No Mei Dos Mato

Luana Flores

No Mei Dos Mato

Me embrenhei
No mei dos mato
Fugindo lá do quadrado
Me peguei a improvisar

Cuidando da minha mente
Vou chegando no repente
Pra nem pensar endoidar
Vou caminho até o rio
Chega me dá um arrepio

Peço bença pra entrar
Penso logo na minha gente
Que a fé que nos sustente
Que isso ainda vai passar
Pois sou filha viva nessa terra

Ai quem me dera um bocadinho oferecer
Todo verde que me cerca
Pra meu povo como eu não endoidecer
Pra meu povo como eu não endoidecer
Pra meu povo como eu não endoidecer

Fui ligeira na atitude
Mainha disse se cuide
Pra essa bad nem chegar
Cate os seus cacarecos
Antes que eu tenha um treco
Você pra lá e pra cá
Esse tal de isolamento
Foi me dando um tormento

Vou pro mato me embrenhar
Eu vou pro mato me embrenhar eu vou
Eu vou pro mato me embrenhar eu vou
Eu vou pro mato me embrenhar eu vou
Eu vou pro mato me embrenhar eu vou

Catei uns quantos instrumentos
Caminhei junto com o vento
Até encontrei um amor
E aqui, começa nossa história
Vou guardando na memória
Quando o rio muda de cor

Peço as deusas proteção
Que acalante o coração
E que eu não pare de tocar
Sou filha de colhedores
Me chamo luana flores
E esse verso eu vou plantar

Eu vou pro mato me embrenhar eu vou
Eu vou pro mato me embrenhar eu vou
Eu vou pro mato me embrenhar eu vou

No Mei Dos Mato

Me adentré
En medio del monte
Escapando de la cuadra
Me encontré improvisando

Cuidando de mi mente
Llego de repente
Para no volverme loca
Voy camino al río
Me da escalofríos

Pido bendición para entrar
Pienso en mi gente
Que la fe nos sostenga
Que esto pasará
Pues soy hija viva de esta tierra

Ay, quién me diera ofrecer un poquito
Todo el verde que me rodea
Para que mi gente como yo no enloquezca
Para que mi gente como yo no enloquezca
Para que mi gente como yo no enloquezca

Fui rápida en la actitud
Mamá dijo cuídate
Para que esta mala onda no llegue
Recoge tus cosas
Antes de que me dé un ataque
Tú de aquí para allá
Este asunto de aislamiento
Me estaba atormentando

Voy al monte a adentrarme
Voy al monte a adentrarme, sí
Voy al monte a adentrarme, sí
Voy al monte a adentrarme, sí
Voy al monte a adentrarme, sí

Tomé unos cuantos instrumentos
Caminé junto con el viento
Hasta que encontré un amor
Y aquí, comienza nuestra historia
Voy guardando en la memoria
Cuando el río cambia de color

Pido protección a las diosas
Que calmen el corazón
Y que no deje de tocar
Soy hija de recolectores
Me llamo Luana Flores
Y esta estrofa voy a sembrar

Voy al monte a adentrarme, sí
Voy al monte a adentrarme, sí
Voy al monte a adentrarme, sí

Escrita por: luana flores