Não Se Faz a Um Gato
Será que foi aquilo?
Será que ela zangou?
Será que se esqueceu
Ou será que se perdeu lá?
Será que se cansou
Das coisas que eu aprontava?
Será?
Não sei, quem dirá?
Será?
Por quê ninguém me avisou?
Será que foi o dia
Em que eu me escondi no armário?
Ou quando eu te arranhei?
Ou quando eu estraguei
O seu vestido favorito?
É que eu dormi demais?
Ou que eu te acordava pedindo atenção?
Será que eu fui tão chato?
Será que desistiu?
Será que vai voltar pra
Eu lhe pedir desculpas?
À hora de costume eu paro
Sempre em frente à porta
E fico quieto
A esperar
Ouço, será
Teu passo a chegar?
Se for eu te prometo
Não subir mais nessa mesa
Não fugir para a vizinha
E sempre dar festinhas
Quando você me chamar
E até tomo o remédio
Que eu mais detesto
Se você voltar
Será que foi aquilo?
Será que ela zangou?
Será que vai lembrar de mim?
No Se Hace a Un Gato
¿Será que fue eso?
¿Será que se enojó?
¿Será que se olvidó
O será que se perdió allá?
¿Será que se cansó
De las cosas que yo hacía?
¿Será?
No sé, ¿quién dirá?
¿Será?
¿Por qué nadie me avisó?
¿Será que fue el día
En que me escondí en el clóset?
¿O cuando te rasguñé?
¿O cuando arruiné
Tu vestido favorito?
¿Es que dormí de más?
¿O que te despertaba pidiendo atención?
¿Será que fui tan molesto?
¿Será que te rendiste?
¿Será que volverás para
Que te pida disculpas?
A la hora de costumbre me detengo
Siempre frente a la puerta
Y me quedo callado
Esperando
Escucho, ¿será
Tu paso al llegar?
Si eres tú, te prometo
No subirme más a esa mesa
No huir a la vecina
Y siempre hacerte cariñitos
Cuando me llames
Y hasta tomaré la medicina
Que más detesto
Si vuelves tú
¿Será que fue eso?
¿Será que se enojó?
¿Será que se acordará de mí?
Escrita por: Luca Argel / Saulo Giovannini