Estradas e Campos
Eram ilusões de passarinhos
Todos alegres a cantar
Eram ilusões de borboletas
Pedindo a Deus pra que a primavera não se consumasse
Mas a primavera teve seu começo e seu fim
Naquela manhã de rosas e jasmins
Eu vi nuvens a planar
Sobre os campos que correndo vou pisar
Para procurar onde estão
As flores mudas no meu porão
Vou findar a estrada a pé
Fazendo distancia das lembranças
Ou ofertar a outra mão comovida
De prantos dos desencantos
Minhas rotas pedidas já sonham com o retorno
A sombra de um vulto, vi passar de novo
No caminho que vai meu coração…
Que então me cortem os lírios
Regue, as areias com sal
E tudo de novo
A escuridão leva para longe,
ao longe, o coração
E da paisagem ao redor, do esquecimento desses arrebóis
Eu deixo os jardins de araçás
Para procurar onde estão
As flores mudas do meu porão
Caminos y Campos
Eran ilusiones de pajaritos
Todos alegres cantando
Eran ilusiones de mariposas
Pidiendo a Dios que la primavera no se consumiera
Pero la primavera tuvo su inicio y su fin
En esa mañana de rosas y jazmines
Vi nubes planeando
Sobre los campos que pronto pisaré
Para buscar dónde están
Las flores mudas en mi sótano
Terminaré el camino a pie
Alejándome de los recuerdos
O extendiendo la otra mano conmovida
Por las lágrimas de los desencantos
Mis rutas pedidas ya sueñan con el regreso
La sombra de una figura, vi pasar de nuevo
En el camino que lleva mi corazón...
Que entonces corten los lirios
Rieguen las arenas con sal
Y todo de nuevo
La oscuridad lleva lejos,
lejos, al corazón
Y de la paisaje alrededor, del olvido de esos atardeceres
Dejo los jardines de guayabas
Para buscar dónde están
Las flores mudas de mi sótano
Escrita por: Lucas Argolo