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Nostalgia en el amanecer

Lucas Ramos

Nostalgia Na Madrugada

O sentimento é o ciúme
Daquilo que eu não tive
Desejei você enquanto tremia
Olhava nos teus olhos sem dizer

Esperança, demônio de olhos verdes
Apareceu e morreu na minha frente
O flagelo é inútil
O passado é uma flecha

Nada se espera da vida incompleta
Nada se espera do cupido alcoólatra
O hoje, o ontem, a monotonia
Destino futuro é morte ou sorte

É o peso que faz sob a autoestima
Cortando e rasgando tudo em pedaços
A desgraça que assola o alienado
Repetindo o que diz a velha profecia

Teu cabelo, tua pele, tua proximidade
Fazem falta nas minhas aspirações
Você não perdeu nada mais que um amigo
E eu sufoquei todas as minhas chances

No meu sonho você beijou a minha boca
Em um ato carnal e direto
Meu devaneio tentava dizer
O que você provavelmente não viu

E do tempo ficou o arrependimento
De não ter sonhado que você morria
A nostalgia envenena e vem com paixão
Enquanto os cínicos versos tropeçam

Meu defeito foi sempre a sensibilidade
Meu triunfo foi sempre esse masoquismo
Eu vou sempre enxergar os olhos da alma
Foi o verde da floresta e o vermelho do Sol

Na dinâmica dos destroços
Há esse imenso mar de fogo
Vocês foram para viver
E eu voltei pro calabouço

Nostalgia en el amanecer

El sentimiento es celos
De lo que no tenía
Deseé por ti mientras temías
Te miré a los ojos sin decir

Esperanza, demonio de ojos verdes
Apareció y murió delante de mí
El azote es inútil
El pasado es una flecha

No se espera nada de una vida incompleta
Nada se espera del cupido alcohólico
Hoy, ayer, monotonía
El destino futuro es la muerte o la suerte

Es el peso que haces bajo autoestima
Cortar y rasgar todo en pedazos
La desgracia que azota a los alienados
Repitiendo lo que dice la vieja profecía

Tu cabello, tu piel, tu cercanía
Extrañan mis aspiraciones
No has perdido nada más que un amigo
Y ahogué todas mis posibilidades

En mi sueño besaste mi boca
En un acto carnal y directo
Mi reverie estaba tratando de decir
Lo que probablemente no viste

Y desde el tiempo fue el arrepentimiento
Que no soñé que te estabas muriendo
Nostalgia venenos y viene con pasión
A medida que tropiezan los versos cínicos

Mi defecto fue siempre la sensibilidad
Mi triunfo siempre ha sido este masoquismo
Siempre veré los ojos del alma
Era el verde del bosque y el rojo del sol

En la dinámica de los restos
Hay un enorme mar de fuego
Fuiste a vivir
Y volví a la mazmorra

Escrita por: Lucas Ramos