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Budapest

Lucca Páris

Budapeste

Quantas vidas cabem em mim?
Quantas vidas cabem em mim?
Eu posso ter gritado igualite
Por esperança
Ou ter caminhado descalço
Nas areias do Cairo

Me diz ai quem é você
Eu tô pagando é pra ver
Justificar esse terror que você põe na voz
Eu tô pagando é pra ver
Eu posso ter gritado igualite
Por esperança
Ou ter caminhado descalço
Nas areias do Cairo

Eu já tive olhos em Budapeste
EU já tive lábios em Canaã
Quantas vezes já lutei contra a febre de peste
Quantas vezes já morri criança sem ter a alma sã
Eu já tive mais do que ouro Grego
Conspirei contra impérios inteiros
Joguei pedras no único homem que falou só de amor
Eu já tive olhos em Budapeste

O rei não quer se justificar
A igreja não nos deixou
Respirar
Eles querem nós ver
Mais santos
Mas os santos
Tem lugar melhor
Pra Morar

Eu já tive olhos em Budapeste
EU já tive lábios em Canaã
Quantas vezes já lutei contra a febre de peste
Quantas vezes já morri criança sem ter a alma sã
Eu já tive mais do que outro Grego
Conspirei contra impérios inteiros
Joguei pedras no único homem que falou só de amor
Eu já tive olhos em Budapeste

Quantas vidas cabem em mim

Budapest

¿Cuántas vidas caben en mí?
¿Cuántas vidas caben en mí?
Quizás grité por igualdad
Por esperanza
O caminé descalzo
En las arenas de El Cairo

Dime quién eres
Estoy pagando para ver
Justificar ese terror que pones en tu voz
Estoy pagando para ver
Quizás grité por igualdad
Por esperanza
O caminé descalzo
En las arenas de El Cairo

Ya tuve ojos en Budapest
Ya tuve labios en Canaán
Cuántas veces luché contra la fiebre de peste
Cuántas veces morí niño sin tener el alma sana
Ya tuve más que oro griego
Conspiré contra imperios enteros
Lancé piedras al único hombre que habló solo de amor
Ya tuve ojos en Budapest

El rey no quiere justificarse
La iglesia no nos dejó
Respirar
Ellos quieren vernos
Más santos
Pero los santos
Tienen un lugar mejor
Para vivir

Ya tuve ojos en Budapest
Ya tuve labios en Canaán
Cuántas veces luché contra la fiebre de peste
Cuántas veces morí niño sin tener el alma sana
Ya tuve más que otro griego
Conspiré contra imperios enteros
Lancé piedras al único hombre que habló solo de amor
Ya tuve ojos en Budapest

¿Cuántas vidas caben en mí?

Escrita por: Lucca Páris