Pano Escarlate
Um pano escarlate
Unindo os fios de nossas vidas divididas
Mesa posta e ornamentada com a graça do vento da vida
Um anjo emprestado
Qualquer caminho levaria ao teu abrigo
Estava escrito na mais remota estrela do infinito
Venenos da malícia
Doses homeopáticas de luz
Gritos de expulsar qualquer sinônimo
De tudo que é preciso carregar como uma cruz
E ao olhar mágico da lua
Já os pecados eram da carne e não da alma
Cada máscara de nossas desventuras desfaziam-se uma a uma
Antígona e Afrodite
Gota d'água e tempestade
Suas raízes atravessaram meu peito
Tornei-me a metade
Você que é meu espelho
Sabe que nada cresce sem a chuva
Suas palavras e atos se ajustam
Como a mão dentro da luva
Um pano escarlate
Balanço que é o meu estopim
Alquimia da vaidade mergulhada
Num sorriso brando, branco marfim
Hoje tudo é incomum, movimentado, colorido
Visões do que é a verdadeira revolução
Sem cadência previsível, lei ou verdade intransponível
Perene doação
Pañuelo Escarlata
Un pañuelo escarlata
Uniendo los hilos de nuestras vidas divididas
Mesa puesta y adornada con la gracia del viento de la vida
Un ángel prestado
Cualquier camino llevaría a tu refugio
Estaba escrito en la más remota estrella del infinito
Venenos de la malicia
Dosis homeopáticas de luz
Gritos para expulsar cualquier sinónimo
De todo lo que es necesario cargar como una cruz
Y al mirar mágico de la luna
Ya los pecados eran de la carne y no del alma
Cada máscara de nuestras desventuras se deshacían una a una
Antígona y Afrodita
Gota de agua y tempestad
Sus raíces atravesaron mi pecho
Me convertí en la mitad
Tú que eres mi espejo
Sabes que nada crece sin la lluvia
Tus palabras y actos se ajustan
Como la mano dentro del guante
Un pañuelo escarlata
Balance que es mi detonante
Alquimia de la vanidad sumergida
En una sonrisa suave, blanco marfil
Hoy todo es inusual, movido, colorido
Visiones de lo que es la verdadera revolución
Sin cadencia previsible, ley o verdad infranqueable
Perenne donación
Escrita por: Luciano Alves