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Renacimiento

Luciano Maia

Renascimento

Por que será que nubladas
As nuvens em procissão
Vestem esperanças na gente
Com pala da serração?
É prenúncio de tormenta
Derramando suas mágoas
Talvez a lágrima do céu
Mandando o cristal das águas

Mais ao longe onde se alcança
Algum olhar preocupado
Vê a sede pelos campos
Um campeiro aquerenciado
Reza pedindo uma trégua
Pela seca que castiga
Que essas nuvens lobunadas
Sejam esteios de vida

Sejam mais que primaveras
Florescendo a plantação
Mudem a tristeza do vento
Pelas chuvas de verão
Pois uma tarde nublada
Pode ser renascimento
De uma terra exaurida
Das intempéries do tempo

Mais ao longe onde se alcança
Algum olhar preocupado
Vê a sede pelos campos
Um campeiro aquerenciado
Reza pedindo uma trégua
Pela seca que castiga
Que essas nuvens lobunadas
Sejam esteios de vida

Renacimiento

Por qué será que nubladas
Las nubes en procesión
Visten esperanzas en la gente
Con el velo de la neblina
Es preludio de tormenta
Derramando sus penas
Tal vez la lágrima del cielo
Enviando el cristal de las aguas

Más lejos donde se alcanza
Alguna mirada preocupada
Ve la sed en los campos
Un campesino arraigado
Reza pidiendo tregua
Por la sequía que castiga
Que esas nubes amenazantes
Sean pilares de vida

Sean más que primaveras
Floreciendo la plantación
Cambien la tristeza del viento
Por las lluvias de verano
Pues una tarde nublada
Puede ser renacimiento
De una tierra agotada
Por las inclemencias del tiempo

Más lejos donde se alcanza
Alguna mirada preocupada
Ve la sed en los campos
Un campesino arraigado
Reza pidiendo tregua
Por la sequía que castiga
Que esas nubes amenazantes
Sean pilares de vida

Escrita por: Luciano Maia, Alex Silveira