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Carta del Canoero

Luciano Tanure

Carta de Canoeiro

Homem de pouco recurso não sei mais sonhar
Trago na jangada toda minha história e o meu penar
Longe de cá te vejo cantar

Rosto de olhar dormente a me acalentar
Fui de nova preservada onde aprendi a andar
E também sonhar se o rio me apontar a ti

Moça morena vizinha das águas também
Moça eu daqui te grito pois já escrevi pra você
E assim nem sequer abriu pra saber

Moço do outro lado desse rio foi você
Moço pegue essa canoa me, perdoa e que eu não sei ler
Vem cá moço, vem
Me diz o que é

Nessa carta moça minha
Eu dizia procê ficar todo dia, toda vida, com eu viu
Isso é que da ser tão linda
Não sou linda
Sou menina, vem me ensine a amar

Carta del Canoero

Hombre de escasos recursos, ya no sé soñar
En la canoa llevo toda mi historia y mi sufrir
Desde lejos te veo cantar

Rostro con mirada adormecida que me reconforta
Fui joven y protegido donde aprendí a caminar
Y también a soñar si el río me señala hacia ti

Chica morena vecina de las aguas también
Chica, desde aquí te llamo porque ya te escribí
Y ni siquiera abriste para saber

Chico del otro lado de este río fuiste tú
Chico, toma esta canoa, perdóname, no sé leer
Ven aquí chico, ven
Dime qué es

En esta carta, chica mía
Te decía que te quedaras cada día, toda la vida, conmigo
Eso es lo que hace ser tan hermosa
No soy hermosa
Soy una niña, ven y enséñame a amar

Escrita por: Luciano Tanure / Marzanni Chalub