Meu Tocantins
Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá
Tem bacuri, ingazeira, tem murici e puçá
É rica por natureza, uma beleza sem fim
Nasci ao pé de uma serra, sou filho do Tocantins
Tem sapucaia no mato, bruto depois do areão
Condessa, fruta do conde, tem macaúba no chão
Tem cajuí no roçado, olho- de- boi, tamboril
No coração minha terra, no coração do Brasil
Hei Tocantins, não faz assim que eu posso não agüentar
Hei Tocantins, tem dó de mim saudade quer me matar
Cajá,caju, umbuzeiro, cupu, jatobá, babaçu
Tem araçá no serrado, onça, veado e tatú
O rio desce calado, o boto sobe e respira
À noite a lua clareia e a gente dança o catira
Manguba, ipê amarelo, tucum, pati, anajá
Mutamba, angico, marmelo, oiti, pequi, axixá
Taturubá e pitomba, cagáita, jambo e mangaba
Buritizeiro no brejo, buritirana e bacaba
No pé de açoita-cavalo eu me amarrei nessa terra
Mama-cachorra, aroeira, cega-machado e coivara
Assei o milho na brasa, voltei pra casa de tropa
Numa cangalha acochado num caçuá de mandioca
Tomando banho de grota, eu aprendi a nadar
Embaixo da merendiba eu aprendi a caçar
No olho do pé de manga, não aprendi a voar
Se eu soubesse voava de volta pro meu lugar.
Mijn Tocantins
Mijn land heeft palmbomen, waar de sabiá zingt
Er zijn bacuri, ingazeira, murici en puçá
Het is rijk van nature, een schoonheid zonder einde
Ik ben geboren aan de voet van een berg, ben een kind van Tocantins
Er is sapucaia in het bos, ruw na het zand
Condessa, vrucht van de graaf, er ligt macaúba op de grond
Er is cajuí in het veld, oog van een stier, tamboril
In mijn hart is mijn land, in het hart van Brazilië
Hé Tocantins, doe zo niet, ik kan het misschien niet aan
Hé Tocantins, heb medelijden met me, heimwee wil me doden
Cajá, caju, umbuzeiro, cupu, jatobá, babaçu
Er is araçá in het cerrado, jaguar, hert en tatú
De rivier stroomt stil, de boto komt omhoog en ademt
's Nachts verlicht de maan en dansen we de catira
Manguba, gele ipê, tucum, pati, anajá
Mutamba, angico, marmelo, oiti, pequi, axixá
Taturubá en pitomba, cagáita, jambo en mangaba
Buritizeiro in de moeras, buritirana en bacaba
Aan de voet van de afschrikker heb ik me aan dit land gebonden
Mama-cachorra, aroeira, blinde bijl en coivara
Ik heb de maïs op het vuur geroosterd, ben terug naar het kamp gegaan
In een lastdier, gekneld in een cassave-bundel
Baden in de greppel, leerde ik zwemmen
Onder de merendiba leerde ik jagen
In de schaduw van de mangoboom, leerde ik niet vliegen
Als ik kon vliegen, vloog ik terug naar mijn plek.