Pane
Pane
entre o hoje e o amanhã nos movemos
e sempre vamos sós com o que temos em nós
e da altura de nossos sonhos,
um arco-íris e dois olhos tão tristonhos
já medimos a vida em gestos e atitudes,
queremos beijos, às vezes soam tão rudes;
queremos ventos, às vezes são temporais;
sentimos dores, e de repente doem mais
somos de carne e de tempos sem noção
de qualquer tempo que comanda a ilusão;
pequenos fios inflexíveis emaranhados
do ontem aos nossos planos abortados
malogrados, suprimidos, abolidos
desistidos, fracassados
pelo ralo escorridos
eliminados humilhados
beijando a lona do tatâme
entrando em pane
em pane, pane, pane
pânico.
Choque
Choque
entre hoy y mañana nos movemos
y siempre vamos solos con lo que tenemos en nosotros
y la altura de nuestros sueños
un arco iris y dos ojos tan tristes
ya hemos medido la vida en gestos y actitudes
queremos besos, a veces suenan tan groseros
queremos vientos, a veces son temporales
sentimos dolor, y de repente duele más
somos de carne y de tiempos sin sentido
de cualquier momento que comanda la ilusión
Enredados pequeños hilos inflexibles
de ayer a nuestros planes abortados
error, eliminado, abolido
rendido, perdedores
por el desagüe
eliminado humillado
besando el lienzo del tatami
panorámica
en estrellarse, estrellarse, estrellarse
pánico
Escrita por: Romar Beling, Ludy