Pontaços de Guerra
Tua história Caxias, tem pontaços de guerra
Maragatos e chimangos, sangraram aqui na serra
Junho de 94 tem peleia em Caxias
Era a saga federalista campeando melhores dias
São marcos oferece soldados federalistas
Que Zé Nicoletti comanda contra os pica-paus governistas
Traz com ele poloneses, imigrantes descontentes
Que rumbeiam a Caxias nas fileiras combatentes
E vem da Vila Oliva da fazenda do Raposo
Dom Belizário Batista maragato dos "famoso"
Se unem os dois comandantes, peleadores declarados
Invadem a Vila Caxias, brotando dos quatro lados
Madrugada de sangue, serração e de gritedo
Curumbamba de balas e reilinchos sem segredos
São Pedro e São Paulo eram os santos do dia
Imaginar tal ofensa nenhum ateu poderia
Era a guerra federalista emalando morte e medo
Chegando em Santa Tereza no seu mais bruto enredo
Vila Caxias dividida entre os dois ideais
Oprimidos federalistas, republicanos os demais
Nem o imigrante italiano recém aqui chegado
Compreendia ser direito tanto sangue derramado
Mas alguns se decidiram e tomaram o seu lado
Guardeando os maragatos lhes oferecendo costado
Cinco dias de invasão até a ajuda republicana
Que se rumbeou de Mostardas para a peleia serrana
Vencedores e vencidos descansam no mesmo chão
Sob diferentes cruzes da mesma revolução
Até a marca degola veio aqui fazer morada
Dando ao invasor maragato a gravata colorada
Era a nossa jovem Caxias na guerra federalista
Defendendo o solo serrando dos desmandes caudilhistas
Caxias Chimanga, Caxias Italiana
Caxias Maragata, pra sempre uma serrana
Caxias Chimanga, Caxias Maragata
Caxias Liberdade, que até hoje não se ata
Puntazos de Guerra
Tu historia Caxias, tiene puntazos de guerra
Maragatos y chimangos, sangraron aquí en la sierra
Junio del 94 tiene pelea en Caxias
Era la saga federalista campando mejores días
San Marcos ofrece soldados federalistas
Que Zé Nicoletti comanda contra los pica-paus gubernamentales
Trae consigo polacos, inmigrantes descontentos
Que se dirigen a Caxias en las filas combatientes
Y viene de la Vila Oliva de la hacienda del Raposo
Don Belizário Batista maragato de los 'famosos'
Se unen los dos comandantes, peleadores declarados
Invaden la Vila Caxias, brotando de los cuatro lados
Madrugada de sangre, neblina y alaridos
Curumbamba de balas y relinchos sin secretos
San Pedro y San Pablo eran los santos del día
Imaginar tal ofensa ningún ateo podría
Era la guerra federalista enmarañando muerte y miedo
Llegando a Santa Teresa en su más bruto enredo
Vila Caxias dividida entre los dos ideales
Oprimidos federalistas, republicanos los demás
Ni el inmigrante italiano recién llegado
Comprendía ser derecho tanto sangre derramada
Pero algunos se decidieron y tomaron su lado
Guardando a los maragatos les ofreciendo costado
Cinco días de invasión hasta la ayuda republicana
Que se dirigió de Mostardas para la pelea serrana
Vencedores y vencidos descansan en el mismo suelo
Bajo diferentes cruces de la misma revolución
Hasta la marca degola vino aquí a hacer morada
Dándole al invasor maragato la corbata colorada
Era nuestra joven Caxias en la guerra federalista
Defendiendo el suelo serrano de los desmanes caudillistas
Caxias Chimanga, Caxias Italiana
Caxias Maragata, para siempre una serrana
Caxias Chimanga, Caxias Maragata
Caxias Libertad, que hasta hoy no se ata
Escrita por: Hermes Lopes / Luidhi Moro Müller