Risoleta
Eu vou mandar prender
Esta nega Risoleta
Que me fez uma falseta
E me desacatou
Porque não lhe dei o meu amor
E sem é conversa pra doutor
E ela foi criada
Na roda da malandragem
E hoje vive em vernissage
Sei que com esta nega
Não vou levar a mínima vantagem
E ela quebrou
O meu chapéu de palhinha
De abinha bem curtinha
E também rasgou
O terno melhor que eu tinha
Quem me deu foi a Rosinha
E a camisa de seda
Que eu comprei à prestação
Na mão do Salomão
(Por preço de ocasião)
E que ainda não paguei
A primeira prestação
Eu, eu, vou mandar prender
Esta nega Risoleta
Que me fez uma falseta
E me desacatou
Porque não lhe dei o meu amor
E sem é conversa pra doutor
E ela foi criada
Na roda da malandragem
E hoje vive em vernissage
Sei que com esta nega
Não vou levar a mínima vantagem
Risoleta
Voy a mandar a arrestar
A esta chica Risoleta
Que me hizo una trampa
Y me faltó el respeto
Porque no le di mi amor
Y sin más, a hablar con el doctor
Y ella fue criada
En el mundo de la picardía
Y ahora vive en exposiciones de arte
Sé que con esta chica
No voy a tener ninguna ventaja
Y ella rompió
Mi sombrero de paja
De ala bien corta
Y también rasgó
El mejor traje que tenía
Que me dio Rosita
Y la camisa de seda
Que compré a plazos
En la mano de Salomón
(A precio de ocasión)
Y que aún no he pagado
La primera cuota
Yo, yo, voy a mandar a arrestar
A esta chica Risoleta
Que me hizo una trampa
Y me faltó el respeto
Porque no le di mi amor
Y sin más, a hablar con el doctor
Y ella fue criada
En el mundo de la picardía
Y ahora vive en exposiciones de arte
Sé que con esta chica
No voy a tener ninguna ventaja
Escrita por: Raul Marques / Moacyr Bernardino