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Mondadeiras

Luis Trigacheiro

Mondadeiras

Eu aprendi a cantar
Lavrando em terra molhada
Lá, na solidão do campo
Pensando em ti, minha amada

Quantas papoilas se avistam
Além, naqueles trigais
Tantas como beijos deram
Mondadeiras e zagais!

As mondadeiras, cantando
Suas penas, seus amores
Não cantam: Estão rezando
Num altar cheio de flores!

Num altar cheio de flores
Cada uma é um desejo
Os anjinhos, são pastores
E a capela, o alentejo!

Seara, verde seara
Mondada com tanto gosto
És verde na primavera
E loura no mês de agosto!

As mondadeiras, cantando
Suas penas, seus amores
Não cantam: Estão rezando
Num altar cheio de flores!

Num altar cheio de flores
Cada uma é um desejo
Os anjinhos, são pastores
E a capela, o alentejo!

Num altar cheio de flores
Cada uma é um desejo
Os anjinhos, são pastores
E a capela, ai, o alentejo!

Mondadeiras

Ich habe gelernt zu singen
Auf feuchtem Boden zu arbeiten
Dort, in der Einsamkeit des Feldes
Denkend an dich, meine Geliebte

Wie viele Mohnblumen blühen
Dort drüben, in den Weizenfeldern
So viele wie Küsse gegeben wurden
Mondadeiras und Hirten!

Die Mondadeiras, singend
Ihre Federn, ihre Lieben
Singen nicht: Sie beten
An einem Altar voller Blumen!

An einem Altar voller Blumen
Jede ist ein Wunsch
Die Engelchen sind Hirten
Und die Kapelle, das Alentejo!

Ährenfeld, grünes Ährenfeld
Mit so viel Freude bearbeitet
Du bist grün im Frühling
Und blond im Monat August!

Die Mondadeiras, singend
Ihre Federn, ihre Lieben
Singen nicht: Sie beten
An einem Altar voller Blumen!

An einem Altar voller Blumen
Jede ist ein Wunsch
Die Engelchen sind Hirten
Und die Kapelle, das Alentejo!

An einem Altar voller Blumen
Jede ist ein Wunsch
Die Engelchen sind Hirten
Und die Kapelle, oh, das Alentejo!

Escrita por: Francisco Torrão / Zeca Torrão