Papoula (Pra Consolar Alguém)
Acordar e perceber que você se levantou há mais de uma semana
E me deixou com saudade do cheiro do café.
Levantar e não ver tua roupa largada pelo chão
E não ver teu corpo jogado no colchão
Suas marcas de expressão sonhando.
Caminhar e não te ver no sofá
Teu corpo nu vendo televisão
O bom dia dos teus olhos me querendo sem perdão.
Deslisando em suas mãos, brincando de ser o seu brinquedo
Me satisfazendo em ser o seu desejo.
Eu queria entender porque você foi embora
Porque virou o meu maior terror
Porque eu gosto tanto de sentir esse medo.
Alivio a sua falta com 4, 5, 6 taças, todas de uma vez
Pra me sentir vivo por um minuto, um segundo
Sem você pela primeira vez.
Hora de almoçar, pratos demais na mesa
Sem toda a sua bagunça, sem beijos na sobremesa.
Tarde no sofá, filme não tem mais graça
Pipoca na boca amarga, e o doce não me satisfaz.
Momento do jantar, sem você pra aguardar
Tanta coisa em nada pra falar
A sopa esfria, não tem mais mágica.
Nossa cama ainda tem suas marcas no lençol
Dormindo abraçado, suando sem respirar.
Acordar, eu preciso acordar.
Eu queria entender porque você foi embora
Porque virou o meu maior terror
Porque eu gosto tanto de sentir esse medo.
Alivio a sua falta com 4, 5, 6 taças, todas de uma vez
Pra me sentir vivo por um minuto, um segundo
Sem você pela primeira vez.
Eu preciso de você como o mar sente inveja de voar.
Sou fraco, sou fraca, preciso sentir vontade de respirar.
Minha mão ainda esta estendida, pra você agarrar e não mais soltar.
Por isso eu sussurro, falo, grito, canto...
Eu daria tudo pra você voltar pra casa sem histórias, sem amarras
Sem medo de ser feliz.
Eu daria tudo pra você voltar pra casa sem medo, sem amarras
Com vontade de ser feliz.
Volta, volta, volta pra mim
Volta, volta, sinto tanto a tua falta
Volta... pra mim.
Papoula (Para Consolar a Alguien)
Despertar y darme cuenta de que te levantaste hace más de una semana
Y me dejaste extrañando el olor del café.
Levantarme y no ver tu ropa tirada en el suelo
Y no ver tu cuerpo tirado en el colchón
Tus marcas de expresión soñando.
Caminar y no verte en el sofá
Tu cuerpo desnudo viendo televisión
El buen día de tus ojos queriéndome sin perdón.
Deslizándome en tus manos, jugando a ser tu juguete
Satisfaciéndome en ser tu deseo.
Quisiera entender por qué te fuiste
Por qué te convertiste en mi mayor terror
Por qué me gusta tanto sentir este miedo.
Alivio tu ausencia con 4, 5, 6 copas, todas de una vez
Para sentirme vivo por un minuto, un segundo
Sin ti por primera vez.
Hora de almorzar, platos de más en la mesa
Sin todo tu desorden, sin besos en el postre.
Tarde en el sofá, la película ya no tiene gracia
La palomitas amargas en la boca, y el dulce no me satisface.
Momento de la cena, sin ti para esperar
Tantas cosas en nada que decir
La sopa se enfría, ya no tiene magia.
Nuestra cama todavía tiene tus marcas en las sábanas
Durmiendo abrazados, sudando sin respirar.
Despertar, necesito despertar.
Quisiera entender por qué te fuiste
Por qué te convertiste en mi mayor terror
Por qué me gusta tanto sentir este miedo.
Alivio tu ausencia con 4, 5, 6 copas, todas de una vez
Para sentirme vivo por un minuto, un segundo
Sin ti por primera vez.
Te necesito como el mar siente envidia de volar.
Soy débil, soy débil, necesito sentir ganas de respirar.
Mi mano todavía está extendida, para que la agarres y no la sueltes.
Por eso susurro, hablo, grito, canto...
Daría todo para que vuelvas a casa sin historias, sin ataduras
Sin miedo de ser feliz.
Daría todo para que vuelvas a casa sin miedo, sin ataduras
Con ganas de ser feliz.
Vuelve, vuelve, vuelve a mí
Vuelve, vuelve, echo tanto de menos
Vuelve... a mí.