Guerra da Poesia
Eu estou entrando em guerra
Dessa vez é pra valê
E quem for meu inimigo
Eu não quero nem sabê
Minha viola está tinindo
Agora que eu quero vê
No balanço do pagode
Hoje a terra vai tremê
Sou violeiro credenciado
Dá licença, estou chegando
Não quero ferir ninguém
Nem ficá criticando
Nessa guerra de poesia
Eu vou guerrear cantando
Quem não gosta de viola
Sai da frente, estou passando
Tem violeiro invejoso
Que acha que é perfeito
Quando vê alguém cantando
Fica botando defeito
Querendo atrapalhá
Nasceu assim não tem jeito
Igual frango de igreja
Que cantá, mas não tem peito
Eu não sou de fazer guerra
Gosto de paz e amor
Admiro as mulheres
Acho elas uma flor
Que enfeita o jardim
Do peito do cantador
A mulher e a viola
Não tem defeito pra pôr
Guerra de la Poesía
Estoy entrando en guerra
Esta vez es en serio
Y a quien sea mi enemigo
No quiero ni saber
Mi guitarra está resonando
Ahora es cuando quiero ver
En el ritmo del pagode
Hoy la tierra va a temblar
Soy un violeiro acreditado
Permiso, estoy llegando
No quiero herir a nadie
Ni andar criticando
En esta guerra de poesía
Voy a luchar cantando
Quien no le guste la guitarra
¡Aparte, que estoy pasando!
Hay violeiros envidiosos
Que se creen perfectos
Cuando ven a alguien cantando
Se ponen a criticar
Quieren molestar
Nacieron así, no hay remedio
Igual que el gallo de iglesia
Que canta, pero no tiene coraje
No soy de hacer guerras
Me gusta la paz y el amor
Admiro a las mujeres
Las encuentro como flores
Que adornan el jardín
Del pecho del cantor
La mujer y la guitarra
No tienen defecto alguno