Indecente
Chegou e foi logo dizendo prá que veio
Foi logo dizendo que não veio tomar cafezinho e blábláblá!
Mando que eu soltasse o cabelo remexendo
Dizendo que é macho e mulherengo
Soltei o cabelo e remexi
Mandou que eu tirasse o sapato, pé pro alto
Fazendo que nem se faz na noite
Streaper de zona da Maré
Mandou que eu desabotoasse minha blusa
Que eu tirasse a blusa espreguiçando
E rodopiando devagar
Sentou e foi logo ficando vermelhudo
Com cara de índio botocudo
Querendo morder o que pintar
Falou pr'eu abaixar o fecho Eclair da saia
E mexesse que nem uma lacraia
E a saia desceu até o chão
Os olhos do cara ficaram esbugalhados
Os cabelos do corpo arrepiados
A boca babando prá valer
O home fungava que nem um lobisome
Me olhava que nem leão com fome,
Me olhava que nem um carcará
ÔÔÔ! Chegou, olhou, fungou, nem disse alô
Mandou, esbugalhou, arrepiou,
Continuou...
ÔÔÔ! Rosnou, babou e lobisomiou
Vibrou, avermelhou e até inchou,
Se transformou
Depois que ele disse no ouvido prá que veio
Repetiu bem alto que não veio tomar cafezinho e blábláblá
E eu que pensava que fosse uma santinha
Só 'tava de sutiã e calcinha,
Já bem sacaninha, veja só!
E o clima já 'tava ficando efervescente
Até meu olhar era indecente
E o meu rebolado de matar
Então resolvi que era hora, tirei tudo
Fiquei peladinha ele mudo
Com cara de que se assustou
ÔÔÔ! Na hora agá o home se engasgou
Olhou, pensou, pensou e avermelhou,
Se transformou
ÔÔÔ! Na hora do jantar ele enjoou
Olhou, pensou sem graça... então frangou
Desmunhecou... se mandou!
Eu tô que tô!!
Indecente
Llegó y enseguida dijo por qué vino
Dijo que no vino a tomar café y bla bla bla
Me ordenó soltar el cabello moviéndolo
Diciendo que es macho y mujeriego
Solté el cabello y lo moví
Me dijo que me quitara los zapatos, pies arriba
Haciendo como se hace en la noche
Stripper de la zona de Maré
Me ordenó desabrochar mi blusa
Que me quitara la blusa estirándola
Y girando lentamente
Se sentó y enseguida se puso colorado
Con cara de indio botocudo
Queriendo morder lo que se le cruce
Me dijo que bajara la cremallera de la falda
Y me moviera como una lombriz
Y la falda cayó al suelo
Los ojos del tipo se abrieron como platos
Los vellos del cuerpo se erizaron
La boca babeando a más no poder
El tipo resoplaba como un licántropo
Me miraba como un león hambriento
Me miraba como un carancho
¡Oh! Llegó, miró, resopló, ni dijo hola
Ordenó, se le abrieron los ojos, se erizó
Y siguió...
¡Oh! Gruñó, babeó y licantropizó
Vibró, se puso colorado e incluso se hinchó
Se transformó
Después de susurrarme al oído por qué vino
Repitió bien alto que no vino a tomar café y bla bla bla
Y yo que pensaba que era una santita
Solo estaba en sostén y bombacha
Ya bien pícara, ¡mira nomás!
Y el ambiente ya estaba caldeándose
Hasta mi mirada era indecente
Y mi movimiento de cadera para matar
Entonces decidí que era hora, me quité todo
Quedé desnuda y él se quedó mudo
Con cara de asustado
¡Oh! En ese momento el tipo se atragantó
Miró, pensó, pensó y se puso colorado
Se transformó
¡Oh! A la hora de la cena se mareó
Miró, pensó sin gracia... luego se rajó
Se desinfló... ¡se fue!
¡Estoy que ardo!
Escrita por: LUIZ DE CASTRO