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Estoy jodido

Luiz Ferreira e Sérgio Viola

Tô Lascado

Quando o meu astral está esquisito
É lá no boteco do Benedito
Que encho a cara e fico bonito
E pra casa eu vou falando abobrinha

Mas ontem eu cheguei, a mulher já veio me ofendendo
E o trem ficou feio, eu fui dar um chute no seu joelho
Ela desviou, eu perdi o galeio
E caí de costas lá na cozinha

Ela desviou, eu me esborrachei
Mas em seguidinha me levantei
Mas pensei comigo, é dessa vez
Que ela vai ver a viola em caco

Avancei de novo, mas não deu certo
Ela saiu fora, eu passei direto
E carquei a cara lá no concreto
Não caiu telha e nem o teto
Mas na parede eu fiz um buraco

Na parede eu fiquei entalado
Levando chute por todos os lado
Sogro e a sogra e meus cunhados
Quebraram em mim um montão de prato

E eu com a parede sobre o pescoço
Eu berrava fino e gemia grosso
E no fim daquele grande alvoroço
No corpo inteiro tinha caroço
E doía até a sola do sapato

No outro dia eu pedi o desquite
A mulher falou, você não me irrite
É bom que você não me facilite
Cala essa boca e abaixa o rabo

E eu que conheço a minha mulher
Sei que ela é dose pra jacaré
Acho que é melhor eu largar do pé
É melhor fazer o que ela qué
Se não qualquer hora eu vou pros quiabo

Estoy jodido

Cuando mi ánimo está raro
Es en el bar de Benito
Donde me emborracho y me pongo guapo
Y para casa voy hablando tonterías

Pero ayer llegué, la mujer vino a ofenderme
Y la cosa se puso fea, le di una patada en la rodilla
Ella esquivó, perdí el equilibrio
Y caí de espaldas en la cocina

Ella esquivó, me estrellé
Pero enseguida me levanté
Pero pensé, esta vez
Ella verá la viola hecha añicos

Avancé de nuevo, pero no funcionó
Ella se fue, yo seguí de largo
Y me estrellé la cara contra el concreto
No se cayó el techo ni la teja
Pero en la pared hice un agujero

En la pared quedé atascado
Recibiendo patadas por todos lados
Suegro, suegra y cuñados
Rompiendo un montón de platos en mí

Y con la pared sobre el cuello
Gritaba agudo y gemía grueso
Y al final de ese gran alboroto
Tenía bultos por todo el cuerpo
Y me dolía hasta la suela del zapato

Al día siguiente pedí el divorcio
La mujer dijo, no me irrites
Es mejor que no me lo pongas fácil
Cállate y baja la cola

Y yo que conozco a mi mujer
Sé que es difícil de tragar
Creo que es mejor dejarla en paz
Es mejor hacer lo que ella quiere
Sino en cualquier momento me voy al diablo

Escrita por: Praense / Rui Rosário