Riacho Doce
Ai meu sertão ensolarado
O meu lindo eldorado
Quanta coisa vem da alma
Desse povo catingueiro
Dessa gente tão brejeira
Burros no caminho da feira
Nas estradas do sertão
Lembro do riacho doce
Que desce dia mais doce
Bem lá perto do curral
Lembro de Zelito preto
De Osvaldo brasileiro
Meu amigo Honorato
O mascate do cerrado
Saudade de Zé violeiro
Nas estradas dos tropeiros
Um cantador dos errantes
Montado nos burros velhos
Seu Rufino e dona Laura
Coisas por aqui bem raras
Tal o céu do chapadão
E a poeira nordestina
As mulheres tão rendeiras
E da pescaria boa
As lembranças da chapada
Riacho Doce
Ay mi región soleada
Mi hermoso paraíso
Cuántas cosas vienen del alma
De este pueblo catingueiro
De esta gente tan astuta
Burros en el camino de la feria
En las carreteras del sertón
Recuerdo el riacho dulce
Que fluye cada día más dulce
Justo cerca del corral
Recuerdo a Zelito negro
A Osvaldo brasileño
Mi amigo Honorato
El vendedor ambulante del cerrado
Nostalgia de Zé guitarrista
En los caminos de los arrieros
Un cantor de los errantes
Montado en los viejos burros
Don Rufino y doña Laura
Cosas muy raras por aquí
Como el cielo del chapadão
Y el polvo nordestino
Las mujeres tan tejedoras
Y de la buena pesca
Los recuerdos de la meseta