Conversa de Barbeiro
Eu sou barbeiro do avental bem limpo
As oito e meia eu começo o trabalho
Senta o primeiro não há privilégio
Seja o Ribeiro seja o seu Carvalho
Limpo a navalha, desinfeto tudo
Molho o pincel e passo bem sabão
Depois da barba, faço a costeleta
Se acaso senta na minha cadeira
Um freguês pão-duro, um freguês ranheta
Pego a solige mais enferrujada
Que é especial pra quem não dá gorjeta
Ai, freguês
Eu faço a a barba bem escanhoada } bis
E o pão duro nem sequer reclama
Diz "obrigado" com a voz tão gaga
Dou pedra-ume pra enxugar o bife
E a família do barbeiro paga
Tenho um fordeco muito conservado
Toda manhã eu faço lotação
Se acaso algum negócio errado
Gritam: Navalha olha contra mão
Fico zangado com essa advertência
Eu vou xingando logo toda geração
Eu sou barbeiro cabra respeitado
Não faço pouco dessa profissão
Ai freguês
Cabelo, barba, bigode e loção
Eu sou barbeiro mas de profissão } bis
Charla de Barbero
Soy barbero con el delantal bien limpio
A las ocho y media comienzo a trabajar
Se sienta el primero, no hay privilegio
Ya sea Ribeiro o su Carvalho
Limpio la navaja, desinfecto todo
Mojo la brocha y paso bien el jabón
Después de la barba, hago la patilla
Si acaso se sienta en mi silla
Un cliente tacaño, un cliente gruñón
Cojo la navaja más oxidada
Que es especial para quien no da propina
Ay, cliente
¡Hago la barba bien rasurada! (bis)
Y el tacaño ni siquiera se queja
Dice 'gracias' con la voz tan gangosa
Le doy alumbre para secar el corte
Y la familia del barbero paga
Tengo un Ford muy conservado
Cada mañana hago la ruta
Si algo sale mal
Gritan: ¡Navaja, mira contra mano!
Me enojo con esa advertencia
Y empiezo a maldecir a toda la generación
Soy un barbero respetado
No menosprecio esta profesión
Ay, cliente
Cabello, barba, bigote y loción
Soy barbero de profesión (bis)