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Forró de Mané Vito

Luiz Gonzaga

Forró de Mané Vito

Seu delegado, digo a vossa senhoria
Eu sou fio de uma famia
Que não gosta de fuá

Mas tresantontem
No forró de Mané Vito
Tive que fazer bonito
A razão vou lhe explicar

Bitola no Ganzá
Preá no reco-reco
Na sanfona de Zé Marreco
Se danaram pra tocar

Praqui, prali, pra lá
Dançava com Rosinha
Quando o Zeca de Sianinha
Me proibiu de dançar

Seu delegado, sem encrenca eu não brigo
Se ninguém bulir comigo
Num sou homem pra brigar

Mas nessa Festa
Seu dotô, perdi a carma
Tive que pegá nas arma
Pois num gosto de apanhar

Pra Zeca se assombrar
Mandei parar o fole
Mas o cabra num é mole
Quis partir pra me pegar

Puxei do meu punhá
Soprei o candieiro
Botei tudo pro terreiro
Fiz o samba se acabar

Seu delegado juro por Deus
Eu sou fio de boa família eu sou um homem direito, doutor!
Ah, conversando sujeito!
Faz isso não dotô
Faz isso não dotô

Forró de Mané Vito

Su delegado, le digo a usted
Soy hijo de una familia
Que no le gusta el desmadre

Pero anteayer
En el forró de Mané Vito
Tuve que lucirme
La razón se la voy a explicar

Bitola en el ganzá
Preá en el reco-reco
En la acordeón de Zé Marreco
Se pusieron a tocar

Por aquí, por allá, por allá
Bailaba con Rosinha
Cuando Zeca de Sianinha
Me prohibió bailar

Su delegado, sin problemas no peleo
Si nadie se mete conmigo
No soy hombre para pelear

Pero en esta fiesta
Don doctor, perdí la calma
Tuve que agarrar las armas
Porque no me gusta que me peguen

Para asustar a Zeca
Mandé parar el fole
Pero el tipo no es tonto
Quiso venir a pegarme

Saqué mi puñal
Soplé el candil
Eché todo al suelo
Hice que el samba se acabara

Su delegado, juro por Dios
Soy hijo de buena familia, soy un hombre recto, ¡doctor!
Ah, hablando así, amigo!
No haga eso, doctor
No haga eso, doctor

Escrita por: Ze Dantas, Gonzagao