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Para mi consumo

Luiz Marenco

Pra o Meu Consumo

Têm coisas que tem seu valor
Avaliado em quilates, em cifras e fins
Em cifras e fins
E outras não têm o apreço
Nem pagam o preço que valem pra mim

Tenho uma velha saudade
Que levo comigo por ser companheira
Por se companheira
E que aos olhos dos outros
Parecem desgostos por ser tão caseira

Não deixo as coisas que eu gosto
Perdidas aos olhos de quem procurar
Mas olho o mundo na volta
Achando outra coisa que eu possa gostar
Tenho amigos que o tempo
Por ser indelével, jamais separou
E ao mesmo tempo revejo
As marcas de ausência que ele me deixou

Carrego nas costas meu mundo
E junto umas coisas que me fazem bem
Que me fazem bem
Fazendo da minha janela
Imenso horizonte, como me convém

Das vozes dos outros eu levo a palavra
Dos sonhos dos outros eu tiro a razão
Eu tiro a razão
Dos olhos dos outros eu vejo os meus erros
Das tantas saudades eu guardo a paixão

Sempre que eu quero, revejo meus dias
E as coisas que eu posso, eu mudo ou arrumo
Mas deixo bem quietas as boas lembranças
Vidinha que é minha, só pra o meu consumo

Para mi consumo

Hay cosas que tienen su valor
Evaluado en quilates, en cifras y propósitos
En cifras y fines
Y otros no tienen el aprecio
Ni siquiera pagan el precio que valen para mí

tengo un viejo anhelo
Que me llevo como acompañante
Por ser un compañero
Y que ante los ojos de los demás
Parece que no les gusta ser tan hogareños

No dejo las cosas que me gustan
Perdido a los ojos de quien busca
Pero miro alrededor del mundo
Encontrar algo más que me pueda gustar
tengo amigos esa vez
Porque es imborrable, nunca se separó
Y al mismo tiempo veo
Las marcas de ausencia que me dejó

Llevo mi mundo en mi espalda
Y junto con algunas cosas que me hacen sentir bien
eso me hace sentir bien
Haciéndolo desde mi ventana
Horizonte inmenso, como me conviene

De las voces de otros tomo la palabra
Saco la razón de los sueños de otras personas
le quito la razon
De los ojos de los demás veo mis errores
Te extraño mucho mantengo la pasión

Cuando quiero repaso mis días
Y las cosas que puedo, las cambio o arreglo
Pero dejo los buenos recuerdos en paz
Pequeña vida que es mía, sólo para mi consumo

Escrita por: Luiz Marenco / Paulo Souza