Pra o Meu Consumo
Têm coisas que tem seu valor
Avaliado em quilates, em cifras e fins
Em cifras e fins
E outras não têm o apreço
Nem pagam o preço que valem pra mim
Tenho uma velha saudade
Que levo comigo por ser companheira
Por se companheira
E que aos olhos dos outros
Parecem desgostos por ser tão caseira
Não deixo as coisas que eu gosto
Perdidas aos olhos de quem procurar
Mas olho o mundo na volta
Achando outra coisa que eu possa gostar
Tenho amigos que o tempo
Por ser indelével, jamais separou
E ao mesmo tempo revejo
As marcas de ausência que ele me deixou
Carrego nas costas meu mundo
E junto umas coisas que me fazem bem
Que me fazem bem
Fazendo da minha janela
Imenso horizonte, como me convém
Das vozes dos outros eu levo a palavra
Dos sonhos dos outros eu tiro a razão
Eu tiro a razão
Dos olhos dos outros eu vejo os meus erros
Das tantas saudades eu guardo a paixão
Sempre que eu quero, revejo meus dias
E as coisas que eu posso, eu mudo ou arrumo
Mas deixo bem quietas as boas lembranças
Vidinha que é minha, só pra o meu consumo
Para mi consumo
Hay cosas que tienen su valor
Evaluado en quilates, en cifras y propósitos
En cifras y fines
Y otros no tienen el aprecio
Ni siquiera pagan el precio que valen para mí
tengo un viejo anhelo
Que me llevo como acompañante
Por ser un compañero
Y que ante los ojos de los demás
Parece que no les gusta ser tan hogareños
No dejo las cosas que me gustan
Perdido a los ojos de quien busca
Pero miro alrededor del mundo
Encontrar algo más que me pueda gustar
tengo amigos esa vez
Porque es imborrable, nunca se separó
Y al mismo tiempo veo
Las marcas de ausencia que me dejó
Llevo mi mundo en mi espalda
Y junto con algunas cosas que me hacen sentir bien
eso me hace sentir bien
Haciéndolo desde mi ventana
Horizonte inmenso, como me conviene
De las voces de otros tomo la palabra
Saco la razón de los sueños de otras personas
le quito la razon
De los ojos de los demás veo mis errores
Te extraño mucho mantengo la pasión
Cuando quiero repaso mis días
Y las cosas que puedo, las cambio o arreglo
Pero dejo los buenos recuerdos en paz
Pequeña vida que es mía, sólo para mi consumo
Escrita por: Luiz Marenco / Paulo Souza