395px

Pago Perdido

Luiz Marenco

Pago Perdido

Um rebenque, um freio e um par de esporas
Restos de história onde a saudade esbarra
Quem já foi tropa, mas é tento agora
Afina o coração pela guitarra

Nasci onde nasceu o continente
Sou do tempo das tropas e manadas
Pintei de rubro o cerne desta gente
Gastei poncho e cachorro nas estradas

Tive tropilhas de pêlo e procedência
Para amansar os rumos da querência
Tive tropilhas de pêlo e procedência
Para amansar os rumos da querência

Antes dos bretes e dos corredores
Rincões abertos para casco e guampa
As madrugadas de Deus eram melhores
E mais rosadas as manhãs do pampa

Cavalos, gados, campos, armas, sedas
Relíquias guascas que, à memória, trago
Perderam-se nos rumos e veredas
Por onde andou a história do meu pago

Tive tropilhas de pêlo e procedência
Para amansar os rumos da querência
Tive tropilhas de pêlo e procedência
Para amansar os rumos da querência

Pago Perdido

Un látigo, un freno y un par de espuelas
Restos de historia donde la nostalgia choca
Quien alguna vez fue tropa, pero ahora es sabio
Afinando el corazón con la guitarra

Nací donde nació el continente
Soy de la época de las tropas y manadas
Pinté de rojo el corazón de esta gente
Gasté poncho y perro en los caminos

Tuve tropillas de pelo y procedencia
Para domar los rumbos de la querencia
Tuve tropillas de pelo y procedencia
Para domar los rumbos de la querencia

Antes de los corrales y los corredores
Rincones abiertos para cascos y cuernos
Las madrugadas de Dios eran mejores
Y más rosadas las mañanas de la pampa

Caballos, ganados, campos, armas, sedas
Reliquias gauchas que en la memoria llevo
Se perdieron en los rumbos y veredas
Por donde caminó la historia de mi pago

Tuve tropillas de pelo y procedencia
Para domar los rumbos de la querencia
Tuve tropillas de pelo y procedencia
Para domar los rumbos de la querencia

Escrita por: Antonio Augusto Ferreira / Ewerton Ferreira