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Sombrero Panamá / Tacaño

Luiz Nascimento

Chapéu Panamá/ Muquirana

Perde a sina que guia e oscila na via que leva à crer
Reta que tangencia no espaço em degradê
Onde será que vai, será meu lugar?
Será que vai ser?
Que será?

Festejar! Um espaço na cultura popular

Chapéu panamá num é de panamá
Cascata num é cascata em bogotá

Ziguizira, zumbizeira, bebedeira, despachada
Armadilha, brincadeira, trapalhada, cachoeira
Gota d’água na fogueira

Chapéu panamá num é de panamá
Cascata num é cascata em bogotá
Tá lá a tabaca pra cochiar
Dendê, pimenteira que faz arder, pra valer

Perseguida, ritmeira, clementina, capoeira
Caçarola, quebradeira, navalhada, gemedeira
Realeza da baixada

Muquirana, palha de cobrir do céu
Véu de coibir mistérios
Calibra no ar o oscila suspiros
Desejos dementes por algum acaso
Veja bem o que é pra ser
O que tiver de ser terá

Fuligem de paisagem viva
Resquícios fúteis de verdade
A verdade nula, póstuma
Compreendida no firmamento

É terreno, terráqueo
Toposferas ao redor
Abraço molhado de nuvens
Pra onde vão os sonhos?

Mais uma trova na terra
Mais um poeta magro, faminto
A distância dos planetas
As incabíveis medidas
A náusea, a conseqüência

As terríveis batalhas de um herói do submundo

Sombrero Panamá / Tacaño

Pierde la señal que guía y oscila en el camino que lleva a creer
Recta que roza en el espacio en degradado
¿A dónde irá, será mi lugar?
¿Será que irá a ser?
¿Qué será?

¡Celebrar! Un espacio en la cultura popular

Sombrero Panamá no es de Panamá
Cascada no es cascada en Bogotá

Ziguizira, zumbizeira, borrachera, despejada
Trampa, juego, desastre, cascada
Gotas de agua en la hoguera

Sombrero Panamá no es de Panamá
Cascada no es cascada en Bogotá
Allí está la tabaca para dormir
Dendé, pimentera que hace arder, de verdad

Perseguida, rítmica, clementina, capoeira
Cacerola, alboroto, navajazo, gemido
Realeza de la bajada

Tacaño, paja para cubrir el cielo
Velo para contener misterios
Calibra en el aire y oscila suspiros
Deseos dementes por alguna casualidad
Mira bien lo que debe ser
Lo que tenga que ser, será

Hollín de paisaje vivo
Residuos fútiles de verdad
La verdad nula, póstuma
Comprendida en el firmamento

Es terrenal, terráqueo
Toposferas alrededor
Abrazo húmedo de nubes
¿Hacia dónde van los sueños?

Otra estrofa en la tierra
Otro poeta flaco, hambriento
La distancia de los planetas
Las medidas inadecuadas
La náusea, la consecuencia

Las terribles batallas de un héroe del submundo

Escrita por: Luiz Nascimento