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Capullo

Luiza Boê

Cocoon

Eu vou
Vou chegando de mansinho
É caminhando que eu faço o caminho
E vento contra também tem

Eu sou
Velejadora por destino
Um passarinho que é o próprio ninho
Não voo em asa de um bem

Eu tô
Num casulo prestes a se romper
Quem dirá o que pode me acontecer
Se eu dobrar ali, se eu ficar aqui, se eu me deixar ir

Ainda ninguém viu (ninguém viu)
Ainda ninguém vê (ninguém vê)
Eu tô indo buscar em mim
O que só eu posso viver
Ainda ninguém viu (ninguém viu)
Ainda ninguém vê (ninguém vê)
Eu tô indo buscar em mim
O que só eu posso viver

Eu vou
Me espalhar feito areia
Eu vou fazer o que me der na telha
Ser grande é saber se amar

Eu sou
Um beija-flor que se norteia
O coração, do pé à orelha
Gota que quer chegar no mar

Eu tô
Num casulo prestes a se romper
No caminho de quem quer ser mais que ter
Eu vou dobrar ali, eu vou ficar aqui, eu vou me deixar ir

Ainda ninguém viu (ninguém viu)
Ainda ninguém vê (ninguém vê)
Eu tô indo buscar em mim
O que só eu posso viver
Ainda ninguém viu (ninguém viu)
Ainda ninguém vê (ninguém vê)
Eu tô indo buscar em mim
O que só eu posso viver

I’m inside a cocoon
I wanna break free from my cocoon
I’ll push my own boundaries

Ainda ninguém viu (ninguém viu)
Ainda ninguém vê (ninguém vê)
Eu tô indo buscar em mim
O que só eu posso viver
Ainda ninguém viu (ninguém viu)
Ainda ninguém vê (ninguém vê)
Eu tô indo buscar em mim
O que só eu posso viver

Capullo

Yo voy
Llego suavemente
Es caminando que hago el camino
Y también hay viento en contra

Yo soy
Navegante por destino
Un pajarito que es su propio nido
No vuelo en alas de un bien

Estoy
En un capullo a punto de romperse
Quién sabe qué me puede pasar
Si doblo allí, si me quedo aquí, si me dejo llevar

Todavía nadie ha visto (nadie ha visto)
Todavía nadie ve (nadie ve)
Voy a buscar en mí
Lo que solo yo puedo vivir
Todavía nadie ha visto (nadie ha visto)
Todavía nadie ve (nadie ve)
Voy a buscar en mí
Lo que solo yo puedo vivir

Yo voy
Me esparciré como arena
Voy a hacer lo que me dé la gana
Ser grande es saber amarse

Yo soy
Un colibrí que se orienta
El corazón, de pies a cabeza
Gota que quiere llegar al mar

Estoy
En un capullo a punto de romperse
En el camino de quien quiere ser más que tener
Voy a doblar allí, me quedaré aquí, me dejaré llevar

Todavía nadie ha visto (nadie ha visto)
Todavía nadie ve (nadie ve)
Voy a buscar en mí
Lo que solo yo puedo vivir
Todavía nadie ha visto (nadie ha visto)
Todavía nadie ve (nadie ve)
Voy a buscar en mí
Lo que solo yo puedo vivir

Estoy dentro de un capullo
Quiero liberarme de mi capullo
Empujaré mis propios límites

Todavía nadie ha visto (nadie ha visto)
Todavía nadie ve (nadie ve)
Voy a buscar en mí
Lo que solo yo puedo vivir
Todavía nadie ha visto (nadie ha visto)
Todavía nadie ve (nadie ve)
Voy a buscar en mí
Lo que solo yo puedo vivir

Escrita por: Luiza Boê