Ofendículos
São as ruas por onde não vim
São as praças, fonte e jardim
As estradas tranqüilas, florestas floridas
Eu não vi.
Nem caminhos de areia
Nem o mar ao longe, praia...
E os buracos no asfalto eu não desviei
Nem as poças de lama eu pulei
E os esgotos abertos, terrenos baldios
Eu não vi, também.
Você pede o endereço e o caminho eu não conheço, não.
Oh, não...
São as casas abandonadas, muros pichados
Postes apagados, prédios, altos, baixos
São as casas simpáticas, casas simples, casas que abrigam...
Casas que abrigam, casas que abrigam... pássaros em suas gaiolas.
Minha casa tem a cerca elétrica
Você pede o endereço, nem a entrada eu conheço
Muros de concreto, cactos, grades
Fechaduras reforçadas, e você ainda pede o endereço
Eu tenho medo. Medo!
Oh oh oh oh oh oh oh...
Ofendículos
Son las calles por donde no he venido
Son las plazas, fuente y jardín
Las carreteras tranquilas, bosques floridos
No vi.
Ni caminos de arena
Ni el mar a lo lejos, playa...
Y los baches en el asfalto no evité
Ni los charcos de lodo salté
Y los desagües abiertos, terrenos baldíos
No vi, tampoco.
Tú pides la dirección y el camino no conozco, no.
Oh, no...
Son las casas abandonadas, muros rayados
Postes apagados, edificios, altos, bajos
Son las casas simpáticas, casas sencillas, casas que albergan...
Casas que albergan, casas que albergan... pájaros en sus jaulas.
Mi casa tiene la cerca eléctrica
Tú pides la dirección, ni la entrada conozco
Muros de concreto, cactus, rejas
Cerraduras reforzadas, y aún así pides la dirección
Tengo miedo. ¡Miedo!
Oh oh oh oh oh oh oh...
Escrita por: Rodrigo Lacerda