INSÔNIA
Já não vejo nem a balaclava teu sangue que exala em poros estranhos
Não sinto qualquer pulsação batimento que atiça os corpos insanos
Dividido por medo e coragem, o prazer da euforia que mata por dentro
Eu não acho que o tempo que passa preencha a lacuna que fecha com vento
A distância que ecoa entre nós é um buraco sem fundo que não passa grito
Dividindo meu corpo do teu que a cada batimento só sofre em sigilo
Eu não acho as estrelas tão perto somos tão pequenos diante do fim
Eu não sei se seria mais fácil te matar por dentro e parar por aqui
Eu sinto que nada comove não quero que acabe toda a ideologia
A fumaça tragada não faz diferença se a morte me tem todo dia
Incluindo que nada reflete meu passo remete o que acaba com o esboço
A matéria mais prima amarrada na corda e jogada no fundo do poço
Entendendo qualquer falha minha não sinto o que causa nem tudo que exalta
Perfurando meu crânio querendo minha morte o final é só erro de pauta
Eu não acho que as pedras jogadas no rio contestaram o erro dos anjos
Independente do erro causado as fitas gravadas me mostram espantos
Independente não fique abstrato
Independente não fique omisso
Independente não siga esses passos
Independente provoque sumiços
Independente não fique esperando que nada dê certo além do inicio
Independente o mundo apaga já não se vê nada além do indício
São cartas jogadas ao vento que qualquer ilusão vai te deixar aflito
As rosas tomadas de preto gritaram meu nome me dando arbítrio
Já não vejo paredes quebradas, pessoas fadadas a vida de sonhos
O destino afiado de facas drenadas jogadas ao longo dos pontos
Não me fala qual que é dessa linha de sabor cinzento e o grito abafado
O sentido contrário da linha me vê remoído e se pá acarretado
Eu não tenho vantagem no touge eu sigo sozinho através da viagem
Os bodes trajados de preto isolados do fim me parece miragem
INSOMNIA
Ya no veo ni la balaclava tu sangre que emana en poros extraños
No siento ningún pulso latido que excita a los cuerpos insanos
Dividido por miedo y valentía, el placer de la euforia que mata por dentro
No creo que el tiempo que pasa llene el vacío que se cierra con el viento
La distancia que resuena entre nosotros es un agujero sin fondo que no calla el grito
Separando mi cuerpo del tuyo que en cada latido solo sufre en silencio
No creo que las estrellas estén tan cerca, somos tan pequeños ante el fin
No sé si sería más fácil matarte por dentro y detenerme aquí
Siento que nada conmueve, no quiero que acabe toda la ideología
El humo inhalado no hace diferencia si la muerte me tiene todos los días
Incluyendo que nada refleja mi paso remite lo que acaba con el bosquejo
La materia más prima atada en la cuerda y arrojada al fondo del pozo
Entendiendo cualquier falla mía no siento lo que causa ni todo lo que exalta
Perforando mi cráneo deseando mi muerte, el final es solo error de pauta
No creo que las piedras arrojadas al río cuestionen el error de los ángeles
Independientemente del error causado, las cintas grabadas me muestran espantos
Independientemente no te vuelvas abstracto
Independientemente no te vuelvas omiso
Independientemente no sigas esos pasos
Independientemente provoca desapariciones
Independientemente no esperes que nada salga bien más allá del inicio
Independientemente el mundo se apaga, ya no se ve nada más que el indicio
Son cartas arrojadas al viento que cualquier ilusión te dejará afligido
Las rosas tomadas de negro gritaron mi nombre dándome arbitrio
Ya no veo paredes rotas, personas condenadas a la vida de sueños
El destino afilado de cuchillos drenados arrojados a lo largo de los puntos
No me digas cuál es esta línea de sabor gris y el grito sofocado
El sentido contrario de la línea me ve removido y quizás acarreado
No tengo ventaja en el touge, sigo solo a través del viaje
Los chivos vestidos de negro aislados del fin me parecen espejismo