Via Sacra
Sim, tenho mesmo muito que aprender com você
Perdoe minhas mil limitações
É tão bonito o dom de surpreender
Surpresas são melhores que lições
Só estou tentando ser alguém mais forte
Mas cada vez que tento lhe abro um novo corte
Não, eu não venho aqui pra lhe jogar confete
Mas não me peça não... Pra que eu seja como a ti
Precisaria de outras tantas vidas
E ainda assim seria impossível
E ainda tento enxergar pães em pedras
E espero às vezes que os anjos me salvem
E quero às vezes liderar a guerra
Eu deveria dar a outra face
E ainda nego repetidas vezes também
E ainda preciso sim... Ver seus ferimentos
Ver no seu punho a cor da carne viva
O atestado óbvio do seu sofrimento
Pra crer no que já é mais do que claro
E, embora saiba da incredulidade
Nunca me deixe afundar nessa vida
Me mande alguma luz por algum feixe
Perdoe minha fé adormecida
Me mostre onde se escondem os peixes
Por fim lhe agradeço por me abrir os olhos pra ver
Que não há glória ou nada de santo nas guerras
Que nada se pode levar dessa terra
Além das poucas coisas que nos chegam à alma
Via Sacra
Sí, tengo mucho que aprender de ti
Perdona mis mil limitaciones
Es tan hermoso el don de sorprender
Las sorpresas son mejores que lecciones
Solo intento ser alguien más fuerte
Pero cada vez que lo intento, te abro una nueva herida
No, no vengo aquí a halagarte
Pero no me pidas... que sea como tú
Necesitaría otras vidas
Y aún así sería imposible
Aún intento ver pan en piedras
Y a veces espero que los ángeles me salven
A veces quiero liderar la guerra
Debería dar la otra mejilla
Aún niego repetidas veces también
Y sí, necesito ver tus heridas
Ver en tu puño el color de la carne viva
La evidencia obvia de tu sufrimiento
Para creer en lo que ya es más que claro
Y, aunque sé de la incredulidad
Nunca me dejes hundir en esta vida
Envíame algo de luz por algún haz
Perdona mi fe adormecida
Muéstrame dónde se esconden los peces
Por último, te agradezco por abrirme los ojos para ver
Que no hay gloria ni nada sagrado en las guerras
Que nada se puede llevar de esta tierra
Excepto las pocas cosas que llegan a nuestra alma
Escrita por: Reinaldo Almeida / Rony Almeida