Viva
Tanta sutileza pra falar de sexo
Tanta gentileza pra mandar à merda
Tanta discussão sobre religião
Tanta bunda nua na televisão
Tantos mil neurônios que não são usados
Tanta quebra de tantos tabus quebrados
À necessidade de ser popular
À facilidade em dificultar
Viva !!!
À satisfação ao falar em desgraças
Aos livros enquanto alimento de traças
Ao que se julga capaz de julgar
Ao meu pouco caso em particular
À todo voto dado a quem não merece
Hoje a gente apanha e amanhã esquece
À ignorância aplaudida de pé
Ao dia à dia na Praça da Sé
Viva !!!
À todos os rótulos, todas as modas
Todos os dogmas, todas as fórmulas
Aos ditadores e seus submissos
Aos que desistem logo no início
Aos casamentos por conveniência
Aos que pra Deus criaram resistência
Aos criminosos que a lei não condena
Aos que atiraram pedra em Madalena
Viva !!!
Aos mandamentos... quantos eram mesmo ?
À todos que têm na consciência um peso
Aos inocentes que são torturados
Aos de boa fé que foram censurados
À tantos milhões em armamentos bélicos
À tantos que vivem em função do pretérito
À toda imundice que fugiu da lista
Que vai muito além das minhas pobres vistas
Viva !!!
¡Viva!
Tanta sutileza para hablar de sexo
Tanta gentileza para mandar a la mierda
Tanta discusión sobre religión
Tanto trasero desnudo en la televisión
Tantos millones de neuronas que no se usan
Tantas rupturas de tantos tabúes rotos
A la necesidad de ser popular
A la facilidad en complicar
¡Viva!
A la satisfacción al hablar de desgracias
A los libros como alimento de polillas
A lo que se cree capaz de juzgar
A mi poco interés en particular
A todo voto dado a quien no lo merece
Hoy nos golpean y mañana olvidamos
A la ignorancia aplaudida de pie
Al día a día en la Plaza de la Independencia
¡Viva!
A todas las etiquetas, todas las modas
Todos los dogmas, todas las fórmulas
A los dictadores y sus sumisos
A los que se rinden al principio
A los matrimonios por conveniencia
A los que crearon resistencia a Dios
A los criminales que la ley no condena
A los que arrojaron piedras a María Magdalena
¡Viva!
A los mandamientos... ¿cuántos eran realmente?
A todos los que llevan un peso en la conciencia
A los inocentes que son torturados
A los de buena fe que fueron censurados
A tantos millones en armamentos bélicos
A tantos que viven en función del pasado
A toda la inmundicia que escapó de la lista
Que va mucho más allá de mis pobres vistas
¡Viva!
Escrita por: Reinaldo Almeida