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Cuerpo Mujer (part. Natália Mitre, PC Guimarães, Irene Bertachini y Onírika - Deh Muss)

Madú Marambá

Corpo Mulher (part. Natália Mitre, PC Guimarães, Irene Bertachini e Onírika - Deh Muss)

Meu corpo (meu corpo, meu)
Corpo meu corpo
Corpo meu corpo
Corpo meu

Aprender-me a cada dia
Nossos ciclos, nossas luas
Sou as estações do ano
Feminina, nossa estrada

Ser mulher é se tornar
Uma deusa todo dia
De mãos dadas, vamos todas
Pra ganhar nossa alforria

Ampliar a consciência
Quebrar tabus antigos
De tempos proibidos
Ver-se além de um outro sexo

Meu corpo, corpo meu
(Vocalizes)

Ter coragem pra ser uma
Ir além do que se espera
Ainda que árdua seja vida
Fé, menina! Nossa estrada

Reconhecer-se em natureza
Definir-se por si mesma
Corpo, casa da alma
Mais que uma frágil beleza
Meu corpo, corpo meu

Poema Eu-mulher, de Conceição Evaristo
Uma gota de leite
Me escorre entre os seios
Uma mancha de sangue
Me enfeita entre as pernas
Meia palavra mordida
Me foge da boca
Vagos desejos insinuam esperanças
Eu-mulher em rios vermelhos
Inauguro a vida
Em baixa voz
Violento os tímpanos do mundo
Antevejo
Antecipo
Antes-vivo
Antes – agora – o que há de vir
Eu fêmea-matriz
Eu força-motriz
Eu-mulher
Abrigo da semente
Moto-contínuo
Do mundo
Corpo meu!

Cuerpo Mujer (part. Natália Mitre, PC Guimarães, Irene Bertachini y Onírika - Deh Muss)

Mi cuerpo (mi cuerpo, mi)
Cuerpo mi cuerpo
Cuerpo mi cuerpo
Cuerpo mi

Aprenderme a cada día
Nuestros ciclos, nuestras lunas
Soy las estaciones del año
Femenina, nuestro camino

Ser mujer es convertirse
En una diosa cada día
De la mano, vamos todas
A ganar nuestra libertad

Ampliar la conciencia
Romper tabúes antiguos
De tiempos prohibidos
Verse más allá de otro sexo

Mi cuerpo, cuerpo mío
(Vocalizaciones)

Tener valor para ser una
Ir más allá de lo que se espera
Aunque la vida sea dura
Fe, chica! Nuestro camino

Reconocerse en la naturaleza
Definirse por sí misma
Cuerpo, casa del alma
Más que una frágil belleza
Mi cuerpo, cuerpo mío

Poema Yo-mujer, de Conceição Evaristo
Una gota de leche
Me resbala entre los senos
Una mancha de sangre
Me adorna entre las piernas
Media palabra mordida
Se me escapa de la boca
Vagos deseos insinúan esperanzas
Yo-mujer en ríos rojos
Inauguro la vida
En voz baja
Violento los tímpanos del mundo
Preveo
Anticipo
Antes-vivo
Antes – ahora – lo que ha de venir
Yo hembra-matriz
Yo fuerza motriz
Yo-mujer
Refugio de la semilla
Movimiento continuo
Del mundo
¡Cuerpo mío!

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