Hortelã Mourisca
Vem o Sol de Agosto
Vou dormir no prado
Tudo lá é posto
Sem ferro de arado
A cama está feita
De hortelã mourisca
E a macela espreita
Com graça de arisca
Hortelã mourisca
Por entre a marcela
Vem lavar teu rosto
No orvalho dela
Hortelã mourisca
Pela madrugada
Beijarei teus olhos
Rosa perfumada
Sobe um mar de estrelas
De flor de marcela
Não tenho fronteiras
Não tenho janela
Tenho a minha amada
Cotovia arisca
Toda perfumada
De hortelã mourisca
Menta Morisca
Viene el Sol de Agosto
Voy a dormir en el prado
Todo allí está dispuesto
Sin hierro de arado
La cama está hecha
De menta morisca
Y la manzanilla acecha
Con gracia de arisca
Menta morisca
Entre la manzanilla
Ven a lavar tu rostro
En su rocío
Menta morisca
En la madrugada
Besaré tus ojos
Rosa perfumada
Sube un mar de estrellas
De flor de manzanilla
No tengo fronteras
No tengo ventana
Tengo a mi amada
Cotovia arisca
Toda perfumada
De menta morisca
Escrita por: José Vicente de Oliveira e Arlindo de Carvalho