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Estatua Viva

Mafalda Morfina

Estátua Viva

Eu vejo o que não quero ver
Não reconheço nada e ninguém
Não sou a mesma, nem sou outra também
Sou vazio à inércia dos pensamentos
Sou miúda por dentro e por fora sou sombra
Alguém me afronta, alguém me afronte
Mostre horizontes nos montes do céu
Azul tão negro
Sinto bichos nos cabelos
Eu sou um tédio louco (na solidão)

Mas se você quiser falar das suas dores
Eu lhe dou flores pra você sorrir
Mas se você quiser falar das suas dores
Me pinto em cores pra você sorrir

E nessa alienação de caminhar feito peão de xadrez
Prendendo gritos profundos
Vestida de moça importante que aguarda a sua vez
Me pego sem entender a razão da existência de coisa alguma
Sem emoção, uma estátua lúcida em profissão
Alguém me afronta, alguém me afronte!
Mostre horizontes nos montes do céu
Azul tão negro
Sinto bichos nos cabelos
Eu sou um tédio louco (na solidão)

Mas se você quiser falar das suas dores
Eu lhe dou flores pra você sorrir
Mas se você quiser falar das suas dores
Me pinto em cores pra você sorrir

Pra você sorrir
Eu te compro um batom, vem pintar a minha face
Te acompanho na cozinha pra assistir o amor fritado em carne
Sopro no olho e no café; beijo bochecha, boca e pé
Sinto dizer, mas já é tarde
Sua companhia me desperta aversão!

Alguém me afronta!
Alguém me afronte!
Mostre horizontes nos montes do céu
Azul tão negro
Sinto bichos nos cabelos
Eu sou um tédio louco (na solidão)

Mas se você quiser falar das suas dores
Eu lhe dou flores pra você sorrir
Mas se você quiser falar das suas dores
Me pinto em cores
Pra você

Estatua Viva

Veo lo que no quiero ver
No reconozco nada ni a nadie
No soy la misma, tampoco soy otra
Soy vacío en la inercia de los pensamientos
Soy pequeña por dentro y por fuera soy sombra
Alguien me desafía, alguien me desafíe
Muestra horizontes en las montañas del cielo
Azul tan negro
Siento bichos en el cabello
Soy un aburrimiento loco (en la soledad)

Pero si quieres hablar de tus dolores
Te doy flores para que sonrías
Pero si quieres hablar de tus dolores
Me pinto de colores para que sonrías

Y en esta alienación de caminar como peón de ajedrez
Ahogando gritos profundos
Vestida de mujer importante que espera su turno
Me encuentro sin entender la razón de la existencia de nada
Sin emoción, una estatua lúcida en profesión
Alguien me desafía, alguien me desafíe
Muestra horizontes en las montañas del cielo
Azul tan negro
Siento bichos en el cabello
Soy un aburrimiento loco (en la soledad)

Pero si quieres hablar de tus dolores
Te doy flores para que sonrías
Pero si quieres hablar de tus dolores
Me pinto de colores para que sonrías

Para que sonrías
Te compro un labial, ven a pintar mi rostro
Te acompaño en la cocina para ver el amor frito en carne
Soplo en el ojo y en el café; beso mejilla, boca y pie
Lamento decirlo, ¡pero ya es tarde!
¡Tu compañía me despierta aversión!

¡Alguien me desafía!
¡Alguien me desafíe!
Muestra horizontes en las montañas del cielo
Azul tan negro
Siento bichos en el cabello
Soy un aburrimiento loco (en la soledad)

Pero si quieres hablar de tus dolores
Te doy flores para que sonrías
Pero si quieres hablar de tus dolores
Me pinto de colores
Para que

Escrita por: Luciana Lívia