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Ficción

Maielle

Ficção

Talvez se eu fosse ficção
Você me desse um pouquinho mais da sua compaixão
Não é pra ter pena de mim
Mas, afinal, quem é que nunca teve um dia ruim

Eu sei, não foi um
Foram dois, foram três
Não sei explicar
Porque é sempre minha vez

Escrevo minha dor
Pra me distanciar
Mas ela sempre dá
Um jeito de me achar

Eu durmo só pra sonhar em me libertar
Eu conto os dias pra não ver mais no espelho
A imagem que você insiste em projetar
De

Frágil, sensível e tão imatura
Precisa ter mais casca dura
Se plantar gentileza vai colher decepção

Frágil, sensível e tão imatura
Precisa ter mais casca dura
Pra lutar com o vento e apanhar de ilusão

Eu choro, eu vivo e eu sempre repito
Porque no final ninguém sofre comigo
Eu choro, eu vivo e eu sempre repito
Porque no final

Pediu minha opinião
Pra manter as aparências
Sua reputação
Deu voz às minhas ideias
E ocultou o o locutor
‘Cê rouba minha luz
Faz parecer que é um favor

Eu durmo só pra sonhar em me libertar
Eu conto os dias pra não ver mais no espelho
A imagem que você insiste em projetar
De

Frágil, sensível e tão imatura
Precisa ter mais casca dura
Se plantar gentileza vai colher decepção

Frágil, sensível e tão imatura
Precisa ter mais casca dura
Pra lutar com o vento e apanhar de ilusão

Eu choro, eu vivo e eu sempre repito
Porque no final ninguém sofre comigo
Eu choro, eu vivo e eu sempre repito
Porque no final ninguém sofre
Ninguém

Ficción

Tal vez si yo fuera ficción
Me darías un poquito más de tu compasión
No es para que tengas lástima de mí
Pero, al fin y al cabo, ¿quién no ha tenido un mal día?

Sé que no fue uno
Fueron dos, fueron tres
No sé explicar
Por qué siempre me toca a mí

Escribo mi dolor
Para alejarme de él
Pero siempre encuentra
Una forma de encontrarme

Duermo solo para soñar con liberarme
Cuento los días para no ver más en el espejo
La imagen que insistes en proyectar
De

Frágil, sensible y tan inmadura
Necesita tener más coraza
Si siembras amabilidad, cosecharás decepción

Frágil, sensible y tan inmadura
Necesita tener más coraza
Para luchar contra el viento y recibir golpes de ilusión

Lloro, vivo y siempre repito
Porque al final nadie sufre conmigo
Lloro, vivo y siempre repito
Porque al final

Pediste mi opinión
Para mantener las apariencias
Tu reputación
Dio voz a mis ideas
Y ocultó al locutor
Robas mi luz
Haciendo parecer que es un favor

Duermo solo para soñar con liberarme
Cuento los días para no ver más en el espejo
La imagen que insistes en proyectar
De

Frágil, sensible y tan inmadura
Necesita tener más coraza
Si siembras amabilidad, cosecharás decepción

Frágil, sensible y tan inmadura
Necesita tener más coraza
Para luchar contra el viento y recibir golpes de ilusión

Lloro, vivo y siempre repito
Porque al final nadie sufre conmigo
Lloro, vivo y siempre repito
Porque al final nadie sufre
Nadie

Escrita por: GONDIM / Maielle