Lobo Límbico
Essa bixa vem rimando
Com versos que soam insano
Querem me vê amarrado
Eu quero vocês esquartejado
A minha carne sempre foi a
Mais barata do mercado
E não me lembro quando foi
Ao contrário
Cheguei nessa cena sem a patente
De MC experiente
Mas não me tente
Das rimas eu sou descendente
Ascendente no oriente
Não sei o que cês tem em mente
Tanta ignorância
Que chega a ser deprimente
Talento não se vende!
Não sou concorrente!
Com meus ancestrais eu vou na frente
Livre das suas correntes
Mente abrangente
Me derrubar nem tente
Quem sabe subirei o monte everest
Quem sabe nada mais me conteste
Reforço as preces, nada me fere
Vim do nordeste, tipo cabra da peste
Quero a liberdade do meu povo
Sigo desviando desse teu
Padrão que é imposto
O genocídio corre solto
Dissociando o trigo do joio
Abismo entre o que me cabe e o
Que eu não envolvo
O que eu não me envolvo
Usa liberdade de opressão pra oprimir os
Meus irmãos
Que tão trampando de corpo, alma e coração
Não se perde não!
Busca o equilíbrio do lobo límbico
Também sou peregrino no ossos do ofício
Tô existindo e persistindo
Tá no meu instinto lutar pra continuar sorrindo
Dias difícil, mas fazer é rap é meu vicio
A essa linhas eu dou sentido
É tão instigante não se parecer
Com o meu semelhante
Porque tanta diferença
Na minha aparência
Herança de resistência
E eficiência com sapiência
Tô em desmanche
Porém sigo adiante
Não sei se relevante
Não quer abrir a mente vai
Ficar sem os dentes
Se eu cair hoje, amanhã tento de novo
Não seja a batido pelo o julgamento
Que vem do outro
Ninguém vê seu esforço
Me vigio 24 por 48
Pra não ser ouro de tolo
Puto escroto
Pra vosês eu sou mau agouro
Meu lado emocional
Em conflito com o racional
Os versos fluem natural
Seres humanos cada vez mais neandertal
A cada passo me torto colossal
Pros coxa não eu não pago pau
Me sinto deslocado no meu próprio estado
Hora forte como tronco
As vezes frágil como um galho
Me refaço a cada passo
Sem tempo pra atrasa-lado
Com o meu esforço vou conquistar o
Meu espaço
Varrendo esses putos do espaço
Brilhando tipo estrela d'alva
Pra racista é paulada
Essas pedradas vão deformar a tua cara
Vão esquecer o caminho de casa
Respeita a caminhada!
Lobo Límbico
Esta loca viene rimando
Con versos que suenan insanos
Quieren verme atado
Quiero verlos desmembrados
Mi carne siempre fue la
Más barata del mercado
Y no recuerdo cuándo fue
Al contrario
Llegué a esta escena sin la patente
De MC experimentado
Pero no me tientes
De las rimas desciendo
Ascendente en el oriente
No sé qué piensan ustedes
Tanta ignorancia
Que llega a ser deprimente
¡El talento no se vende!
¡No soy competencia!
Con mis ancestros voy adelante
Libre de tus cadenas
Mente abierta
No intentes derribarme
Quién sabe si subiré el monte Everest
Quién sabe si nada más me cuestiona
Refuerzo las plegarias, nada me hiere
Vengo del nordeste, tipo cabra de la peste
Quiero la libertad de mi gente
Sigo evitando ese
Patrón que es impuesto
El genocidio corre suelto
Separando el trigo de la paja
Abismo entre lo que me corresponde y lo
Que no me involucro
Lo que no me involucro
Usa la libertad de opresión para oprimir a los
Mis hermanos
Que están trabajando de cuerpo, alma y corazón
¡No se pierdan!
Busquen el equilibrio del lobo límbico
También soy peregrino en los huesos del oficio
Estoy existiendo y persistiendo
Está en mi instinto luchar para seguir sonriendo
Días difíciles, pero hacer rap es mi vicio
A estas líneas les doy sentido
Es tan intrigante no parecerme
A mi semejante
¿Por qué tanta diferencia
En mi apariencia?
Herencia de resistencia
Y eficiencia con sapiencia
Estoy en descomposición
Pero sigo adelante
No sé si relevante
Si no quieres abrir la mente
Te quedarás sin dientes
Si caigo hoy, mañana intento de nuevo
No te dejes vencer por el juicio
Que viene de los demás
Nadie ve tu esfuerzo
Me vigilo 24 por 48
Para no ser oro de tontos
Maldito imbécil
Para ustedes soy mal agüero
Mi lado emocional
En conflicto con el racional
Los versos fluyen naturalmente
Los seres humanos cada vez más neandertales
A cada paso me tuerzo colosalmente
No les hago caso a los falsos
Me siento desubicado en mi propio estado
A veces fuerte como un tronco
A veces frágil como una rama
Me reconstruyo en cada paso
Sin tiempo para retroceder
Con mi esfuerzo conquistaré
Mi espacio
Barriendo a esos idiotas del espacio
Brillando como estrella del alba
Para el racista es paliza
Estas pedradas deformarán tu cara
Olvidarán el camino a casa
¡Respeta la caminata!