395px

Gorriones

Mailson Absinto

Pardais

Hoje eu acordei bem cedo
Ou ainda não dormir direito
Fiquei olhando da janela vendo a chuva bater na terra
E os pingos fazerem corrida nos varais
Por um tempo eu sentir paz
A noite é curta de mais
Que horas o Sol se vai?
Antes do pardais
Quando foi que eu deixei de sentir tudo?
Tem algo no nada, que me para
Que não me deixa vê nada além
Me fala, qual a minha estrada?

E se eu não voltar
Prometa que vai me deixar pra lá
Amanhã, vou te telefonar e te contar
Pra não me procurar

Tô procurando uma cidade
Que vi com certa idade de tarde
E parecia uma miragem
Me invade cheiros de uma aula, barulho de uma
Classe de chega atrasado
Eu sinto falta de um domingo limpo
Partir sem deixar saudades
Só guardo aquilo que vale a pena
Tentando buscar palavras
Pras dias que viraram nada
Agora daqui eu traço um caminho de volta
Onde tá a minha casa?

E se eu não voltar
Prometa que vai me deixar pra lá
Amanhã, vou te telefonar contar
Pra não me procurar

Gorriones

Hoy me desperté temprano
O aún no he dormido bien
Me quedé mirando por la ventana viendo la lluvia golpear la tierra
Y las gotas correr por las cuerdas
Por un momento sentí paz
La noche es demasiado corta
¿A qué hora se va el Sol?
Antes que los gorriones
¿Cuándo dejé de sentirlo todo?
Hay algo en la nada, que me detiene
Que no me deja ver más allá
Dime, ¿cuál es mi camino?

Y si no regreso
Prométeme que me dejarás en paz
Mañana, te llamaré por teléfono y te contaré
Que no me busques

Estoy buscando una ciudad
Que vi hace tiempo por la tarde
Y parecía un espejismo
Me invaden olores de una clase, ruido de una
Clase que llega tarde
Echo de menos un domingo tranquilo
Partir sin dejar nostalgia
Solo guardo lo que vale la pena
Intentando encontrar palabras
Para los días que se convirtieron en nada
Ahora desde aquí trazo un camino de regreso
¿Dónde está mi hogar?

Y si no regreso
Prométeme que me dejarás en paz
Mañana, te llamaré por teléfono para decirte
Que no me busques

Escrita por: Mailson Absinto