Lisboa Canta-me Um Fado (Fado Cravo)
Lisboa, canta-me um fado
Lisboa, canta-me um fado
E vagueia pelas esquinas
Nas noites de solidão
Faz-me viver o passado
Amanhecer com as varinas
Na ternura dum pregão
És velhinha mas bairrista
Nos teus bairros há saudade
Minha trova predileta
És mãe de qualquer fadista
Nostalgia que invade
O coração do poeta
E por isso eu não te esqueço
Lá p’las sombras da Moirama
Do meu viver magoado
Quem sabe se não te peço
Quando passares por Alfama
Lisboa, canta-me um fado!
Lisboa me canta un fado (Clavel de Fado)
Lisbon, cántame un fado
Lisbon, cántame un fado
Y deambula por las esquinas
En las noches de soledad
Hazme vivir el pasado
Amanecer con las varinas
En la ternura de una predicación
Eres viejo, pero al límite
En tus barrios hay nostalgia
Mi trueno favorito
Eres la madre de cualquier cantante de fado
Nostalgia que invade
El corazón del poeta
Y es por eso que no te olvido
Allí para las sombras de Moirama
De mi vida rota
¿Quién sabe si no te lo pido?
Cuando pases por Alfama
¡Lisbon, cántame un fado!
Escrita por: Alfredo Marceneiro, David Gonçalves