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Mar Revolto

Makalister Renton

Mar Revolto

Quando eu vi chegar
Eu não vi cair
Eu não vi cair

Está tudo acabado
Sobre mim há um mar revolto
Acho que vou me jogar daqui
Não suporto mais mentir pra mim mesmo, fingir que sou outro
O que foge dos meus olhos é lodo
Plantas mortas
Partículas de rochas que faziam parte das muralhas que me protegiam
Minhas televisão não serve
Não contratei canais nem internet
Tanto faz se as pessoas morrem, não posso ajudar ninguém
Do estado em que estou só me restam as últimas forças pra discar seu número
Te ouvir de novo

Quando eu vi chegar
Eu não vi cair
Eu não vi cair

Quando vi chegar eu não vi cair
(Eu sei, eu sei)

Quando eu vi chegar
Eu não vi cair
Eu não vi cair
Eu não vi cair

Eu finjo que sim, mas eu não te escuto
O sucesso é um castelo de cartas
Faz tempo que não sinto nada
Não me sinto mais em casa
Pelos cômodos eu perambulo
Finjo que sim, mas eu não te escuto
Tu percebe e então discute
Que tal mudar o discurso?
Grita, aumenta o volume
Vou embora pra correr sem rumo
O sol na pele é viver de novo
O preto do olho pegando fogo
Essa merda nunca foi um jogo
O vento sopra no guarda-corpo
Um cigarro e meio copo

Eu quis viver o novo

Sinto as dores do momento
E esse quarto a afundar
Me afogo nessa lama
Com meus braços amarrados (amarrados)
Quando eu vi já era tarde
Juntei forças e eu prometo
Prometo levantar

Mar Revolto

Cuando vi llegar
No vi caer
No vi caer

Todo está acabado
Sobre mí hay un mar revuelto
Creo que me voy a lanzar desde aquí
No soporto más mentirme a mí mismo, fingir que soy otro
Lo que escapa de mis ojos es lodo
Plantas muertas
Partículas de rocas que formaban parte de las murallas que me protegían
Mi televisión no sirve
No contraté canales ni internet
Da igual si la gente muere, no puedo ayudar a nadie
En el estado en el que estoy, solo me quedan las últimas fuerzas para marcar tu número
Escucharte de nuevo

Cuando vi llegar
No vi caer
No vi caer

Cuando vi llegar no vi caer
(Yo sé, yo sé)

Cuando vi llegar
No vi caer
No vi caer
No vi caer

Fingo que sí, pero no te escucho
El éxito es un castillo de naipes
Hace tiempo que no siento nada
No me siento en casa
Por las habitaciones deambulo
Fingo que sí, pero no te escucho
Tú lo notas y luego discutes
¿Qué tal cambiar el discurso?
Grita, sube el volumen
Me voy a correr sin rumbo
El sol en la piel es vivir de nuevo
El negro del ojo ardiendo
Esta mierda nunca fue un juego
El viento sopla en el parabrisas
Un cigarrillo y medio vaso

Quise vivir lo nuevo

Siento los dolores del momento
Y esta habitación se hunde
Me ahogo en este lodo
Con mis brazos atados (atados)
Cuando vi ya era tarde
Reúno fuerzas y prometo
Prometo levantarme

Escrita por: Beli Remour / Makalister / Victor Xamã