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Cartas Al Presidente

Malkin

Cartas Ao Presidente

Em cima da mesa a papelada
A caneta que assina a letra que mata
A lei tá em cima, o juiz não dá falta
A farda chacina e quem vai sentir falta?

Ora, uma hora tropeça ou dá um passo em falso
Agora enterra às pressas dois corpos não ocupam o mesmo espaço
Mas dentro da métrica há cadeira elétrica e a pena de morte
Pra quem não teve sorte de ter nascido num palácio
Em um cadafalso condenados a mãe gentil e seu filho
Em cada ato concordado pro carrasco dormir tranquilo, hein?
Ele sobe a ladeira na bronca o povo desce a bandeira branca
Com esse seu plano conheço sicrano que viu esse filme e disse
Não subestime no fim quem morre é o pobre morre no final do filme
Só depois descobre não foi ele que cometeu esse crime

Na cara ou coroa no par ou ímpar
Matar a pessoa de consciência limpa ó
Quantas aves de rapina do resto do açougue
Só sobras e raspinhas da festa do açoite
As notas são verdinhas tem cheiro de nova
A proposta é imposta e o império aprova
O imposto é posto e é pago com a vida
Lágrima no rosto de quem não tem saída
Na lei se torna a desculpa pra aquele que culpa o réu
E age em má conduta e diz que só tá cumprindo o seu papel
A assinatura mata e ganha o mérito
Nossa candidatura fica em débito e quem põe o crédito?
A elite deposita, mas quem depõe é o Zica
E sem limites se livra de todo inquérito, se liga
Presta a atenção, a prestação tá vencida
Manda lembrança com mandato carta branca é a cobrança em ação
Quem tá na lista é só do ponto de vista
De quem tá por trás de toda a situação
O império contra ataca e assim mata e mata
Veste sua farda e hasteia a bandeira da caveira com a faca encravada
O crime nega as regras, não abre as pernas
Fecha as brechas põe veneno em suas flechas
Balas, traçantes, M9, granada, meio quilo, revólver
Bolos, refrigerantes, Love, o nada daquilo resolve

A bomba explode o mais fraco é que se fode
Ninguém se move eu canto isso, ó desde 99
Headshot eles atiram na cabeça por esporte
E assim confirmam o ditado que diz que a lei é do mais forte
Por isso tudo entra em desequilíbrio apela pra grosso calibre
É o outro nível, é só uma questão de convívio
Eu aviso nada lhe trará alívio o poder continua invicto
Mas ainda estamos vivo
Mesmo que tudo isso fosse visto como certo
Não é esperto se assentar com os reis da Babilônia

Cartas Al Presidente

En la mesa, la montaña de papeles
La pluma que firma la carta que mata
La ley está presente, el juez no falla
¿Quién sentirá la falta cuando la uniforme masacre?

A veces tropieza o da un paso en falso
Entierra rápidamente dos cuerpos que no ocupan el mismo espacio
Dentro de la métrica hay silla eléctrica y pena de muerte
Para aquellos que no tuvieron la suerte de nacer en un palacio
En el cadalso condenados la madre gentil y su hijo
En cada acto acordado para que el verdugo duerma tranquilo, ¿eh?
Él sube la colina enojado, la gente baja la bandera blanca
Con tu plan, conozco a fulano que vio esta película y dijo
No subestimes al final, quien muere es el pobre al final de la película
Solo después descubre que no fue él quien cometió el crimen

Cara o cruz, par o impar
Matar a una persona con la conciencia limpia
Cuántas aves de rapiña del resto de la carnicería
Solo sobras y raspas de la fiesta del azote
Los billetes son verdes, huelen a nuevos
La propuesta es impuesta y el imperio aprueba
El impuesto es puesto y se paga con la vida
Lágrimas en el rostro de quien no tiene salida
La ley se convierte en la excusa para aquel que culpa al acusado
Y actúa en mala conducta diciendo que solo está cumpliendo su papel
La firma mata y gana el mérito
Nuestra candidatura queda en deuda, ¿quién pone el crédito?
La élite deposita, pero quien declara es el Zica
Y sin límites se libra de todo interrogatorio, presta atención
La cuota está vencida
Envía saludos con mandato, la carta blanca es la demanda en acción
Quien está en la lista es solo desde el punto de vista
De quien está detrás de toda la situación
El imperio contraataca y así mata y mata
Viste su uniforme y ondea la bandera de la calavera con el cuchillo clavado
El crimen niega las reglas, no se abre
Cierra las brechas, envenena sus flechas
Balas, trazadoras, M9, granadas, medio kilo, revólver
Pasteles, refrescos, Love, nada de eso resuelve

La bomba explota, el más débil se jode
Nadie se mueve, canto esto desde el 99
Disparo en la cabeza, disparan por deporte
Y así confirman el dicho de que la ley es del más fuerte
Por eso todo se desequilibra, recurren a calibres gruesos
Es otro nivel, es solo una cuestión de convivencia
Te advierto, nada te traerá alivio, el poder sigue invicto
Pero aún estamos vivos
Aunque todo esto se vea como correcto
No es inteligente sentarse con los reyes de Babilonia

Escrita por: Malkin