Tudo Novo
E se eu te dissesse que
Eu não acredito em nada do que você diz
Vejo todo esse povo me falando de onde eu vim
E é pra eu ser feliz
Essa história tá mal contada
Vejo reis e rainhas na minha árvore
No quintal da vida
Vocês querem que eu colha frutos podres
Da história que vocês contaram a versão sofrida
Brilho e mais brilho sob a minha pele
Ouro e mais ouro são minhas raízes
Dança de alegria, saúdo aos meus reis
Vou contar de outro jeito a versão de vocês
Preta, minha pele é preta
E foi ela quem povoou o mundo todo
Tranças, roubem minhas tranças
Mas não conseguirão roubar o que sou
Ganhem dinheiro com meu povo
A ganância não se satisfez com todo roubo
Provem da nossa comida
Comam, mas não me perguntem quem envenenou
Vermelho bronze nós 'tava' aqui
Bem parecido com o chão daqui
Fazendo as coisas de quem é daqui
Amando as pedras que brotam aqui
Posso jurar que te vi escorado ali naquele pé de ninho
Eu senti o aroma da Lua
E naquele momento eu pensava: Sobrevivi!
Aquele tronco já era tambor
Naquele rio a gente já remou
Naquela rua que sempre alaga
Eu conheço uma história que nunca ninguém contou
Brilho e mais brilho sob minha pele
Ouro e mais ouro são minhas raízes
Danço de alegria, saúdo ao que sei
Vou contar de outro jeito a versão de vocês
Preta, pele vermelha
Foram elas quem deram a luz pro mundo todo
Tranças, roubem minhas lanças
Mas não conseguirão roubar o que sou
Ganhem dinheiro com meu povo
A ganância não se satisfez com todo roubo
Provem da nossa comida
Comam, mas não me perguntem quem envenenou
Todo Nuevo
Y si te dijera que
No creo en nada de lo que dices
Veo a toda esta gente hablándome de dónde vengo
Y que debo ser feliz
Esta historia está mal contada
Veo reyes y reinas en mi árbol
En el patio de la vida
Quieren que coseche frutos podridos
De la historia que contaron, la versión sufrida
Brillo y más brillo bajo mi piel
Oro y más oro son mis raíces
Baile de alegría, saludo a mis reyes
Voy a contar de otra manera la versión de ustedes
Negra, mi piel es negra
Y fue ella quien pobló el mundo entero
Trenzas, roben mis trenzas
Pero no podrán robar lo que soy
Ganen dinero con mi gente
La avaricia no se sació con todo el robo
Prueben nuestra comida
Coman, pero no me pregunten quién envenenó
Rojo bronce, estábamos aquí
Muy parecido al suelo de aquí
Haciendo las cosas de quien es de aquí
Amo las piedras que brotan aquí
Puedo jurar que te vi apoyado ahí en ese árbol de nido
Sentí el aroma de la Luna
Y en ese momento pensaba: ¡Sobreviví!
Ese tronco ya era tambor
En ese río ya remamos
En esa calle que siempre se inunda
Conozco una historia que nunca nadie contó
Brillo y más brillo bajo mi piel
Oro y más oro son mis raíces
Bailo de alegría, saludo a lo que sé
Voy a contar de otra manera la versión de ustedes
Negra, piel roja
Fueron ellas quienes dieron luz al mundo entero
Trenzas, roben mis lanzas
Pero no podrán robar lo que soy
Ganen dinero con mi gente
La avaricia no se sació con todo el robo
Prueben nuestra comida
Coman, pero no me pregunten quién envenenó
Escrita por: Mallu Viturino / Mateus Fazeno Rock