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Fanfarra Frevo

Mamelungos de Recife

Fanfarra Frevo

Que aconteceu não sei
Acordei no salão
Ao som das vassouras levantei
carnaval só no ano que vem
lembranças "madeira que o cupim não rói"
saudade

é sexta-feira,
fanfarra, frevo ferve forte
frente à gente
o galo já não canta mais na madrugada
o sábado começa e não tem hora pra acabar
à meia-noite o homem sobe e desce a ladeira
blocos, risos, paixões passageiras
bela beleza rara olinda
e as virgens, falsas virgens, colorindo as ruas
domingo de sol
quem não viu o diabo loiro na segunda
terça-feira não vai ver o carnaval
máscaras, palhaços, pierrot, viúvas, colombinas
serpentinas no salão
a saudade com o salto do passista vai ficando nas ladeiras desse carnaval
mais de cem anos de frevo
do velho capiba
é quarta-feira, vem o bacalhau
o frevo começa e não quer mais parar

Fanfarra Frevo

No sé qué pasó
Desperté en el salón
Al son de las escobas me levanté
carnaval solo el próximo año
recuerdos 'madera que las termitas no roen'
nostalgia

es viernes,
la fanfarria, el frevo hierve fuerte
frente a la gente
el gallo ya no canta más en la madrugada
el sábado comienza y no tiene hora para terminar
a medianoche el hombre sube y baja la colina
bloques, risas, pasiones pasajeras
bella belleza rara olinda
y las vírgenes, falsas vírgenes, coloreando las calles
domingo de sol
quien no vio al diablo rubio el lunes
el martes no verá el carnaval
máscaras, payasos, pierrot, viudas, colombinas
serpentinas en el salón
la nostalgia con el paso del bailarín se va quedando en las colinas de este carnaval
más de cien años de frevo
del viejo capiba
es miércoles, llega el bacalao
el frevo comienza y no quiere parar más

Escrita por: Mamelungos Do Récife