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Prejuicio

Mangroov

Pre-juízo

Me dê algo pra dormir ou que faça meu corpo desacelerar
Desliga a minha cabeça, fabrique um sorriso, me faça cantar
Você que me adoeceu, agora apareceu pra me curar

Implante-me a falsa noção de que tenho controle sobre meu querer
Conduza o destino do mundo, ditando a verdade, lucrando meu ser
Deturpe toda liberdade, me torne um detalhe em meu viver

Vou calcular o prejuízo em meu juízo capital
Vou me dolarizar
Pra ver se a vida vale mais que 1 real
Eu vou vender a parte da minha alma que restou
Pra quando eu me afundar
Poder comprar a cura que se encomendou

É dinheiro que chama dinheiro, enquanto o suor brasileiro insiste em derramar
O meu trabalho cansa pra caralho e não sobrou nem um centavo pra eu me organizar
E quem mentiu pra quem não consentiu: Bolso vazio é combustível pra se corromper
Com sangue quente, um pouco inconsequente, eu parcelei a minha mente pra sobreviver
Então, banqueiro, me venda sossego, pois quem não dá, é pirangueiro, e eu me persuadir
Ô seu banqueiro, cadê meu sossego? O juros levou ele inteiro e eu adoeci

Vou calcular o prejuízo em meu juízo capital
Vou me dolarizar
Pra ver se a vida vale mais que 1 real
Eu vou vender a parte da minha alma que restou

Você quer me afundar pra me vender a cura
Pra quando eu me afogar, poder lucrar com a cura que me envenenou

Prejuicio

Dame algo para dormir o que haga que mi cuerpo se desacelere
Apaga mi cabeza, fabrica una sonrisa, hazme cantar
Tú que me enfermaste, ahora apareciste para curarme

Implántame la falsa noción de que tengo control sobre lo que quiero
Conduce el destino del mundo, dictando la verdad, lucrando mi ser
Deturpa toda libertad, conviérteme en un detalle de mi vivir

Voy a calcular el perjuicio en mi juicio capital
Me voy a dolarizar
Para ver si la vida vale más que 1 peso
Voy a vender la parte de mi alma que quedó
Para cuando me hunda
Poder comprar la cura que se encargó

Es dinero que llama dinero, mientras el sudor latinoamericano insiste en derramar
Mi trabajo cansa un chingo y no sobró ni un centavo para organizarme
Y quien mintió a quien no consintió: Bolsillo vacío es combustible para corromperse
Con sangre caliente, un poco inconsciente, parcelé mi mente para sobrevivir
Entonces, banquero, véndeme tranquilidad, porque quien no da, es un tacaño, y yo me dejé llevar
Oye banquero, ¿dónde está mi tranquilidad? Los intereses se la llevaron entera y yo me enfermé

Voy a calcular el perjuicio en mi juicio capital
Me voy a dolarizar
Para ver si la vida vale más que 1 peso
Voy a vender la parte de mi alma que quedó

¿Quieres hundirme para venderme la cura?
Para cuando me ahogue, poder lucrar con la cura que me envenenó

Escrita por: Rafa Portela, Gustavo Lippo de Carvalho, Lucas Henrique Carvalho de Moura, Paulo Victor Ferreira Falcao