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Boi Famoso

Mano Dias

Boi Famoso

Eu recebi um chamado
Pra pegar um boi caborteiro
Que estava refugiado
Na estância de um fazendeiro

Com oito anos de idade
Nunca conheceu mangueira
Já tinha desafiado
A peonada do seu João Boeira

Encilhei o meu cavalo
Que apelidei costumeiro
Atei meu laço nos tentos
E fui pegar o tal matreiro

Levei os meus três cachorro
O Campeiro e pitoco
E tambem levei o Lorde
Que morde que não é pouco

Saiu abeirando mato
E armei meu laço campeiro
Mandei entra meus cachorro
E acharam num marmeleiro

Saiu rebentando galho
E eu tava de laço armado
Quando cruzou num campestre
Fiz ele cai sentado

Eu só escutei o barulho
Que vinha abrindo picada
Cortei o rastro e larguei
Lacei de fundo de armada

Quando ele me avistou
Arrepiou o pelo inteiro
E me fez uma pegada
E eu me defendi ligeiro

Sai com o boi no laço
Em direção a mangueira
Cheguei na frente da estância
E gritei pro seu João Boeira

Aqui vem o boi famoso
Que nunca conheceu corda
Se quiser carnear eu lhe ajudo
Não sei se o senhor concorda

Gritou pode sangra o boi
Pra nós faze um churrasco
E os chifre dele tiremo
Que eu quero fazer dois frasco

Do coro eu vô faze um laço
Que vai ficar na história
Daquele boi caborteiro
Que sempre contou vitória

Boi Famoso

Recibí una llamada
Para agarrar un toro cabestro
Que estaba refugiado
En la estancia de un hacendado

Con ocho años de edad
Nunca conoció el corral
Ya había desafiado
A los peones de don João Boeira

Ensillé mi caballo
Al que llamé de costumbre
Até mi lazo en los tentáculos
Y fui a agarrar al astuto

Llevé a mis tres perros
El Campeiro y Pitoco
Y también llevé a Lorde
Que muerde que no es poco

Salió bordeando el monte
Y armé mi lazo campero
Mandé a entrar a mis perros
Y lo encontraron en un membrillero

Salió rompiendo ramas
Y yo estaba con el lazo armado
Cuando cruzó por un claro
Lo hice caer sentado

Solo escuché el ruido
Que venía abriendo camino
Corté el rastro y solté
Lancé desde el fondo de la emboscada

Cuando me vio
Se le erizó todo el pelo
Y me hizo una embestida
Y yo me defendí rápido

Salí con el toro en el lazo
En dirección al corral
Llegué al frente de la estancia
Y le grité a don João Boeira

Aquí viene el toro famoso
Que nunca conoció la cuerda
Si quiere carnear, le ayudo
No sé si está de acuerdo

Gritó: '¡pueden sangrar al toro!
Para hacer un asado'
Y sus cuernos los cortamos
Que quiero hacer dos frascos

Del cuero voy a hacer un lazo
Que quedará en la historia
De ese toro cabestro
Que siempre se jactó de victoria

Escrita por: Mano Dias e Cláudio do Canto