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El Culpable

Manocrazy

O Culpado

É fácil ser a vitima difícil é ser o culpado
Então assumo a culpa por um dia ter tentado
Alcançar a vitória minha glória meu sucesso
Disso eu sou culpado assino em baixo e não nego
Escolhi um caminho pra seguir até onde der
Ser bem mais minha família filho filha e minha mulher.
Podem me culpar intitular chamem de réu
Mas o juiz que vai me julgar não está aqui esta no céu
Foi quem fez o jogo e me deu as cartas pra jogar.
E é com o que eu tenho nas mãos que ele espera que eu tente ganhar.
Ta sempre me observando vendo meus passos minhas jogadas.
Minhas vitórias minhas derrotas meus acertos e minhas falhas.
A vida nunca foi fácil e nunca vai ser eu sei que não.
Mas o justo juiz que mora no céu quer dar o perdão.
Mas ele não me julga, me dá tempo me deixa aprender.
Mesmo tendo todo direito faz diferente de você
Nenhum ser humano na face da terra pode me julgar.
Eu já me culpei, muitos me culparam e outros vão culpar.
Vão querer me dizer o que devo fazer e como devo seguir.
Mas ninguém na terra é igual é somente semelhante a mim.
Mas mesmo assim ainda querem me julgar.
Dizer aonde ir e quando irei chegar.

Refrão: Se querem me culpar podem culpar.
Mesmo sem motivos mesmo sem errar.
Só não vai errar quem nunca tentar.
Não posso parar vou continuar.

Quem será o culpado será eu será você?
Essa pergunta muitas vezes é difícil responder.
Quando algo acontecer seja de bom ou de ruim.
Sempre tem um responsável que aparece no fim.
Ou nem aparece quando a responsa é grande.
Governante mr. M some num instante.
Não assume a cueca cheia de dólar no aeroporto.
Se os cara te pega no embarque o barato fica loco.
Mas como ta de gravata de social de roupa de grife.
Nem assina o B.O. o culpado fugiu ou não existe.
Se tivesse o cabelo trançado de roupa larga tava ferrado.
Não tinha nem argumento já ia sai algemado.
Se fosse preto ou pobre com cara de peão.
Além das algemas as escoriação.
O corpo roxo e dolorido rosto desfigurado.
Dentes faltando na boca e os olhos todos inchados.
Fala pro advogado escolhido pelo Estado.
Que é inocente que o esquema foi plantado.
È sempre assim cada um com sua versão.
De quem é a culpa ponto de interrogação.

Refrão: Se querem me culpar podem culpar.
Mesmo sem motivos mesmo sem errar.
Só não vai errar quem nunca tentar.
Não posso parar vou continuar.
Um filho da Periferia mano já ta ligado
Já nasce com a certeza de sempre ser culpado.
Pela violência pela droga pelo crime.
E desde cedo aprende a lidar com esse regime.
Covarde injusto preconceituoso.
Dificultando mais ainda a vida do meu povo.
É triste mais quem é forte não desiste.
Passa por qualquer barreira segue sempre firme.
Sendo ou não culpado a gente não foge do jogo.
Dois manos de atitude de coragem e talentoso.
Não me culpe pela sua derrota sua falta de atitude.
Se você quiser melhora então lute e mude.
Não é minha culpa se o mundo é tão cruel.
A gente ta aqui de passagem essa vida é só um hotel.
De flores e mel ou de fogo e fel só depende de você
Assuma ou não a culpa e pense bem no que fazer.
Eu assumo minha culpa posso errar enquanto tento.
Mas não vou ser mais um desperdiçando um talento.
Como folhas ao vento sem finalidade.
Filho da Periferia tem que fazer sua parte.
Todos tem suas culpas nesse nosso mundão.
Mas quem vai assumir ponto de interrogação.

Refrão: Se querem me culpar podem culpar.
Mesmo sem motivos mesmo sem errar.
Só não vai errar quem nunca tentar.
Não posso parar vou continuar.

El Culpable

Es fácil ser la víctima, difícil es ser el culpado
Así que asumo la culpa por un día haberlo intentado
Alcanzar la victoria, mi gloria, mi éxito
De eso soy culpable, firmo abajo y no lo niego
Elegí un camino a seguir hasta donde dé
Ser mucho más para mi familia, hijos e hijas y mi mujer.
Pueden culparme, titularme, llámenme reo
Pero el juez que me juzgará no está aquí, está en el cielo
Fue quien hizo el juego y me dio las cartas para jugar.
Y es con lo que tengo en las manos que espera que intente ganar.
Siempre me está observando, viendo mis pasos, mis jugadas.
Mis victorias, mis derrotas, mis aciertos y mis fallas.
La vida nunca fue fácil y nunca lo será, sé que no.
Pero el justo juez que mora en el cielo quiere dar el perdón.
Pero no me juzga, me da tiempo, me deja aprender.
Aunque tenga todo el derecho, hace diferente a ti
Ningún ser humano en la faz de la tierra puede juzgarme.
Ya me culpé, muchos me culparon y otros me culparán.
Querrán decirme qué debo hacer y cómo debo seguir.
Pero nadie en la tierra es igual, solo semejante a mí.
Pero aún así quieren juzgarme.
Decirme a dónde ir y cuándo llegar.

Coro: Si quieren culparme, pueden hacerlo.
Aunque sin motivos, aunque sin errar.
Solo no fallará quien nunca intente.
No puedo detenerme, seguiré.

¿Quién será el culpable, seré yo, serás tú?
Esta pregunta muchas veces es difícil de responder.
Cuando algo suceda, sea bueno o malo.
Siempre hay un responsable que aparece al final.
O ni siquiera aparece cuando la responsabilidad es grande.
El gobernante, Sr. M, desaparece en un instante.
No asume la ropa interior llena de dólares en el aeropuerto.
Si los tipos te atrapan en el embarque, la cosa se pone loca.
Pero como está con corbata, traje social, ropa de marca.
Ni firma la denuncia, el culpable huyó o no existe.
Si tuviera el pelo trenzado, ropa ancha, estaría jodido.
No tendría ni argumento, ya saldría esposado.
Si fuera negro o pobre con cara de peón.
Además de las esposas, las contusiones.
El cuerpo morado y dolorido, rostro desfigurado.
Dientes faltantes en la boca y los ojos todos hinchados.
Dile al abogado elegido por el Estado.
Que es inocente, que el esquema fue plantado.
Siempre es así, cada uno con su versión.
De quién es la culpa, punto de interrogación.

Coro: Si quieren culparme, pueden hacerlo.
Aunque sin motivos, aunque sin errar.
Solo no fallará quien nunca intente.
No puedo detenerme, seguiré.
Un hijo de la periferia, hermano, ya está enterado.
Nace con la certeza de siempre ser culpado.
Por la violencia, por las drogas, por el crimen.
Y desde temprano aprende a lidiar con este régimen.
Cobarde, injusto, prejuicioso.
Dificultando aún más la vida de mi gente.
Es triste, pero quien es fuerte no se rinde.
Pasa por cualquier barrera, sigue siempre firme.
Siendo o no culpable, no escapamos del juego.
Dos hermanos con actitud, coraje y talento.
No me culpes por tu derrota, por tu falta de actitud.
Si quieres mejorar, entonces lucha y cambia.
No es mi culpa que el mundo sea tan cruel.
Estamos aquí de paso, esta vida es solo un hotel.
De flores y miel o de fuego y hiel, depende de ti.
Asume o no la culpa y piensa bien qué hacer.
Yo asumo mi culpa, puedo fallar mientras intento.
Pero no seré uno más desperdiciando un talento.
Como hojas al viento sin finalidad.
Hijo de la periferia, debes hacer tu parte.
Todos tienen sus culpas en este mundo nuestro.
Pero quién asumirá, punto de interrogación.

Coro: Si quieren culparme, pueden hacerlo.
Aunque sin motivos, aunque sin errar.
Solo no fallará quien nunca intente.
No puedo detenerme, seguiré.

Escrita por: Mano Crazy